sexta-feira, 27 de maio de 2011

Cientistas descobrem como estudar doenças que atingem células-tronco


Doença genética

Um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, integrado por um brasileiro, desenvolveu um método para estudar em laboratório uma rara doença genética.

Essa doença pode servir de modelo e facilitar a pesquisa de outras doenças causadas pelo mau funcionamento do sistema celular.

O estudo foi descrito em um artigo publicado na revista Nature, cujo primeiro autor é o brasileiro Luís Francisco Zirnberger Batista.

Doenças que atingem as células-tronco

Por meio da pesquisa, os pesquisadores desenvolveram células pluripotentes induzidas (iPS, na sigla em inglês) de pacientes com disqueratose congênita.

Essa é uma doença rara, causada pelo rápido encurtamento de longas sequências repetitivas de DNA que ficam na extremidade dos cromossomos (os telômeros) - para estudar suas células-tronco.

Ao analisar essas células iPS, que são morfologicamente idênticas às células-tronco humanas, os pesquisadores conseguiram demonstrar, pela primeira vez, como funciona o mecanismo da doença, que varia de paciente para paciente dependendo das mutações em determinados genes de suas células.

Além disso, também observaram que as células-tronco dos pacientes com disqueratose congênita possuem uma capacidade de se renovar extremamente reduzida. O que explica as diferenças da severidade da doença, que abrange desde problemas de pigmentação da pele até a falência da medula óssea.

Telômeros

"Agora, com essas células iPS nós temos um sistema pelo qual podemos estudar em placa de cultura a disqueratose congênita. E isso pode servir de modelo para estudar outras doenças que atingem as células-tronco, como a anemia de Fanconi", disse Batista.

De acordo com o pesquisador, os pacientes com disqueratose congênita apresentam problemas em tecidos, como a pele e a medula óssea, onde as células-tronco estão em constante divisão para formar células especializadas. E, a cada vez que essas células se dividem, elas perdem um pedaço do cromossomo - neste caso, os telômeros.

Em função disso, os telômeros das células de pacientes com disqueratose congênita vão se encurtando progressivamente em cada divisão celular até chegar a um ponto de crise cromossômica em que a célula para de se dividir (entra em senescência), morre ou gera instabilidade genética, o que pode induzir ao câncer e ao envelhecimento celular.

"Os pacientes com disqueratose congênita têm, por exemplo, problemas nas unhas, pele e falência da medula óssea, o que indica defeitos na capacidade de suas células-tronco manterem a estabilidade desses tecidos", explicou Batista.

Mutação genética

Há cerca de doze anos descobriu-se que a doença está relacionada à mutação de diferentes genes de um complexo de enzimas responsáveis pela manutenção dos telômeros, a telomerase. Porém, esse complexo de enzimas só é ativo em células-tronco ou progenitoras, que também têm a capacidade de se diferenciar em um tipo especializado de célula .

Para poder estudá-los, os pesquisadores decidiram pegar células da pele (fibroblácitos) de diferentes pacientes com disqueratose congênita e reprogramá-las para se tornarem células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), conforme a técnica desenvolvida em 2006 pelo cientista japonês Shinya Yamanaka.

"Com essas células, nós podemos estudar uma forma de aumentar a eficiência da telomerase mutada que os pacientes com disqueratose congênita possuem. E nós mostramos no estudo que com terapia gênica é possível contornar a mutação desses genes", disse Batista.

Segundo o pesquisador, expressando telomerase mutada, os telômeros das células-tronco dos pacientes com disqueratose congênita mantidas em cultura foram encurtando progressivamente com o passar do tempo. E, quanto mais rápido o telômero das células em cultura encurtava, maior também era a severidade da doença nos pacientes.

Além disso, o encurtamento precoce do telômero fez com que as células tivessem uma vida em cultura muito curta, o que é uma característica incomum para células-tronco, que são capazes de se renovar em cultura por enormes períodos.

"O que nós vimos foi que o encurtamento do telômero das células desses pacientes acabou com a capacidade de autorrenovação dessas células, e acreditamos que é isso que acontece com as células-tronco adultas desses pacientes. Elas não conseguem mais se dividir, porque os telômeros ficam muito curtos. E isso acarreta nos problemas que eles apresentam nos tecidos, que precisam se dividir com mais frequência", afirmou Batista.

Células modelo

O estudo é o primeiro que utiliza células iPS indiferenciadas como modelo para estudos de doença que atingem as células-tronco.

Segundo Batista, os estudos realizados nos últimos dois anos com essas células foram voltados para pesquisar diferentes doenças não relacionadas às células-tronco. Além disso, nesses estudos as células iPS foram diferenciadas para analisar tecidos específicos, como células do sistema nervoso.

Já no estudo realizado pelo brasileiro e os pesquisadores norte-americanos, eles optaram por não diferenciar as células iPS de pacientes com disqueratose congênita, mesmo não tendo certeza se conseguiriam observar diferenças nelas.

"Nós ficamos muito felizes quando conseguimos ver que essas células iPS são o modelo perfeito para estudar a disqueratose congênita", afirmou.

A pesquisa contou com a colaboração do professor da Universidade do Colorado e prêmio Nobel de Química de 1999, Thomas Cech, que também assina o artigo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cientistas brasileiros criam dentes com células-tronco

Todo o processo se baseia nas técnicas da chamada engenharia tecidual
Foto: Unifesp/Divulgação

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tentam desenvolver dentes a partir de moldes biodegradáveis e células-tronco. Os primeiros experimentos, feitos em ratos, já mostraram resultados positivos e os cientistas conseguiram criar dentes nos animais.

"Não é que os ratos "gerem" dentes", explica a cirurgiã dentista Mônica Duailibi. "Foi possível encontrar incisivos centrais, por exemplo, nas estruturas que nós implantamos. Numa primeira fase, implantamos células num omentum de rato. Omentum é uma película que reveste todas as víceras. Usamos essa estrutura porque ela é extremamente vascularizada e essa vascularização permite a nutrição das células que a gente está implantando", explica.

É nesse molde que as células-tronco são depositadas e nele cresce o dente. "Entretanto, nesses primeiros ensaios, nós não tínhamos o controle da forma do dente, nem do seu volume", diz a pesquisadora.

Trabalhando nas pesquisas desde 2001, Mônica e Silvio Duailibi - que também são professores da universidade - continuaram a desenvolver o projeto até que, em 2008, publicaram os resultados dos implantes que fizeram nas mandíbulas dos animais.

"Esses implantes também foram positivos, mas isso em caráter experimental. Agora nós avançamos nas pesquisas e estamos coletando células de descarte de dentes humanos e processando essas células em laboratório, analisando em quanto tempo elas mineralizam, qual é a estabilidade delas e a saúde destas células. Estamos colocando isso num arcabouço, que tecnicamente se chama de scaffold, na forma de dentes, e estamos implantando isso em animais que não tem imunidade, que é pra não causar rejeição", disse a pesquisadora.

Engenharia tecidual

Todo o processo se baseia nas técnicas da chamada engenharia tecidual, que procura reunir os princípios da biologia com técnicas da engenharia, principalmente a computacional. Com a união das técnicas, é possível elaborar a forma dos dentes e alcançar não só a reparação, mas a regeneração.

"Nós fazemos uma tomografia computadorizada que vai dimensionar volumetricamente a estrutura, que pode ser um molar, pré-molar, canino ou um central, por exemplo. Essas informações são passadas por meio de um software pra um aparelho de prototipagem rápida, também conhecido como fabricação aditiva. Essas informações geram uma estrutura tridimensional", explica a pesquisadora.

Essa estrutura, utilizando material bioreabsorvível ou biocompatível, tem completa aceitação no organismo, fazendo com que as células se amoldem e se diferenciem dentro dela. Após o processo de diferenciação celular, o organismo reabsorve os elementos e deixa a estrutura do dente feita. "Então, com essa estratégia, é possível regenerar dentes, e não mais repará-los, apenas", diz.

Rejeição

A rejeição não é um fator problemático quando o próprio receptor fornece as células. Mas em casos onde isso não é possível, a pesquisadora diz que optaria pela tecnologia já disponível nos dias de hoje, que é a dos implantes metálicos."

A engenharia tecidual só será bem vinda se você conseguir fazer com que o doador e o receptor sejam os mesmos indivíduos, para que não se tenha rejeição. Se você só conseguir células de indivíduos diferentes, você tem que submeter este individuo à drogas imunossupressoras. É como um transplante de órgãos.

"E você vai se deparar com outra situação, que é a dos efeitos colaterais dessas drogas. Então se eu tiver que optar entre reabilitar uma boca e submeter um indivíduo para uma nova terapia, que utilize células diferentes, eu creio que a tecnologia que a gente tem disponível hoje seja melhor que a terapia residual", diz a cirurgiã dentista.

Os cientistas ainda não têm certeza de que o material biológico possa ser devolvido para os indivíduos sem o risco de promover a formação de um tumor, ou de outro tecido que não era o esperado.

"Mas a nossa pesquisa infere que, num futuro, a gente possa devolver para o paciente uma estrutura exatamente igual ao dente original. Ou seja, eu vou implantar lá no interior do osso algo que vai erupcionar como erupcionaria um dente normal. Isso é a esperança de se criar uma terceira dentição para quem precisa, para as pessoas que tenham um problema genético de não ter dentes, ou que os tenham perdido acidentalmente por algum trauma ou doença", diz a pesquisadora.

Fonte: Terra

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Células-tronco modificadas protegem contra efeitos secundários da quimioterapia

Embora a quimioterapia seja usada para matar células cancerígenas, também apresenta efeito tóxico sobre células normais, tais como as da medula óssea e as do sangue, muitas vezes limitando a capacidade de usar e gerir o tratamento quimioterápico .Invetigadores relatam que uma abordagem possível para reduzir este efeito tóxico seria modificar as células para que tenham um gene que as torna resistentes à quimioterapia, avança o portal ISaúde.

Os cientistas Hans-Peter Kiem, Jennifer Adair e Maciej Mrugala apresentaram dados de um ensaio clínico no qual as células-tronco da medula óssea de doentes com tumores cerebrais foram retiradas e modificadas com um vector de retrovírus para introduzir o gene resistente à quimioterapia. As células foram então injectadas novamente no sangue do doente. Na experiência, que foi projectada para avaliar a segurança e a viabilidade, foram administradas com segurança células-tronco do sangue geneticamente modificadas que persistiram por mais de um ano e não apresentaram quaisquer efeitos nocivos aparentes.

Esta abordagem foi testada em doentes com uma forma terminal de cancro do cérebro chamada glioblastoma. Actualmente, a sobrevida média para pacientes com glioblastoma é de apenas 12 a 15 meses. O prognóstico é pobre porque não há qualquer cura disponível e os médicos não podem usar efectivamente o tratamento existente . As células de glioblastoma produzem uma grande quantidade da proteína chamada MGMT que as torna resistentes à quimioterapia, então os médicos usam uma segunda droga, chamada benzilguanina, para derrubar o MGMT e tornar as células tumorais sensíveis à quimioterapia.

Esta combinação de dois golpes potentes não está limitada às células tumorais do cérebro. A benzilguanina também desabilita o MGMT nas células normais do sangue e da medula óssea, deixando-as também susceptíveis aos efeitos da quimioterapia. Os efeitos no sangue e na medula óssea dos pacientes podem ser consideráveis e, muitas vezes, limitam a capacidade de administrar efectivamente a quimioterapia.

"Os nossos resultados iniciais são encorajadores, pois o nosso primeiro paciente ainda está vivo e sem evidência de progressão da doença há quase dois anos após o diagnóstico", diz Kiem. Os resultados do estudo sugerem que a administração das células modificadas representam um método seguro para proteger as células da medula e do sangue dos efeitos nocivos da quimioterapia em pacientes com tumor cerebral. 

Ensaios clínicos futuros serão feitos para determinar se esta quimioterapia combinada irá também melhorar a sobrevida de pacientes com glioblastoma.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Começou a votação para o Prêmio TopBlog 2011

Estamos concorrendo na categoria Saúde! 


Contamos com seu voto!



Contamos com seu voto! 

Quanto maior for a visualização e divulgação do Blog, maior será a visibilidade das campanhas das crianças que estão em busca do tratamento com células-tronco.

É só entrar no gif do TopBlog, que fica em cima, do lado direito do Blog. Você será direcionado para a página do TOP Blog, onde, abaixo da palavra busca, aparecerá uma miniatura do blog com as informações sobre ele. É só clicar no botão votar e colocar seu e-mail e nome (ou apelido), depois confirmar o e-mail que será enviado pelo TopBlog (alguns estão indo para a pasta SPAM), basta confirmar o e-mail e o voto é validado.

É rápido e fácil!

Abraços

Sandra Domingues

terça-feira, 17 de maio de 2011

Corpo rejeita célula adulta que voltou a estado embrionário

Corpo rejeita célula adulta que voltou a estado embrionário
Experimentos feitos nos EUA acenderam o sinal amarelo para uma das grandes promessas biomédicas dos últimos anos, as células-tronco reprogramadas, ou iPS.


Capazes, em tese, de reconstruir qualquer tecido do organismo, elas também podem iniciar uma rejeição no organismo que as recebe, revela pesquisa na "Nature".

O fato é surpreendente porque tanto os doadores quanto os receptores das células-tronco foram os mesmos indivíduos --no caso, camundongos de laboratório.

Em situações como essa, não era para acontecer rejeição, já que o organismo deveria reconhecer as células como parte de si mesmo.

Não foi o que aconteceu com os roedores estudados por Yang Xu e seus colegas da Universidade da Califórnia. Caso o problema persista em humanos, cai por terra um dos principais atrativos de trabalhar com as células iPS.

Essa abreviação quer dizer "pluripotentes induzidas", porque a metodologia para criá-las induz células adultas (obtidas da pele, por exemplo) a adotarem estado semelhante ao embrionário, por meio da ativação de um coquetel de genes ligados à versatilidade das células.

Com isso, não é preciso destruir um embrião de verdade, escapando da controvérsia ética que torna terapias com células-tronco embrionárias proibidas para a Igreja Católica, por exemplo.

Segundo Xu e seus colegas, no entanto, ainda faltava verificar em detalhe o efeito das células reprogramadas sobre o sistema de defesa do organismo. Foi o que eles fizeram, inserindo nos camundongos tanto as células iPS quanto células embrionárias.

O objetivo dos cientistas era formar teratomas, tumores que são uma maçaroca de vários tecidos (incluindo pele, osso, músculo e outros) e que comprovam a capacidade das células de gerar essa variedade de tipos celulares.

Foi então que veio a surpresa: quando as células eram do tipo reprogramado, ou os teratomas não surgiam ou eles ficavam "murchos", atacados pelo sistema de defesa dos camundongos.

A explicação mais provável é que em muitos casos células de defesa do corpo dos roedores destruíam o tecido reprogramado como se ele fosse só um corpo estranho.

Ao que tudo indica, certos genes ligados ao processo de reprogramação têm como efeito indesejado justamente a capacidade de ativar o sistema de defesa do organismo.

Agora, é preciso ver como o processo aconteceria num teste terapêutico. A ideia, numa futura terapia, seria usar as células iPS já transformadas em outro tecido, e não em seu estado "bruto".

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Tratamento com células-tronco é debatido em reunião no Inpa

Tratamento com células-tronco é debatido em reunião no Inpa

A discussão integra calendário do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos do Inpa e terá como convidado pesquisador da UFRJ.

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia vai sediar nesta quinta-feira (12) a 16ª reunião do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (GEEA).

O evento ocorre às 8h15 no auditório da Diretoria do Instituto e terá como tema “
células-tronco de pluripotência induzida como modelo para o estudo do cérebro”. O pesquisador convidado será Stevens Kastrup Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para pesquisador do Inpa e secretário-executivo do GEEA, Geraldo Mendes, o evento ajudará a integrar pesquisadores da biologia, biotecnologia e medicina.

“Além do Inpa, membros de entidades como Hemoam, UEA, Ufam e Embrapa foram convidados O estudo nessa área pode contribuir para o tratamento de doenças”, disse.


O grupo é formado por pesquisadores de instituições de ensino, órgãos governamentais e sociedade civil organizada.


O GEEA surgiu em 2007 a partir da percepção de que a sociedade apresenta inúmeras demandas por informações a respeito da Amazônia.


Fonte: A crítica. com

terça-feira, 10 de maio de 2011

Uso de células-tronco em pequenos animais será debatido na Superagro

Uso de células-tronco em pequenos animais será debatido na Superagro
Mesmo com a utilização em humanos sendo muito discutida e provocando polêmicas, o uso de células-tronco também é uma realidade na medicina veterinária.  

Pesquisas estão sendo feitas no Brasil e os resultados obtidos já permitem boas perspectivas para sua utilização.

Animais pequenos como cães, gatos e espécies maiores como cavalos já têm tido suas lesões tratadas com as técnicas desse tipo de procedimento.  Este é um dos assuntos que será debatido durante as palestras da 2° Expovet, na programação da Superagro 2011. A feira objetiva destacar o potencial dos mercados pet e vet em Minas, possibilitando o fomento de negócios entre fornecedores do setor e seu público potencial.

O tratamento dos animais lesionados é feito com o uso de células-tronco adultas ou somáticas, que foram retiradas da medula óssea de animais já adultos. Segundo o professor de cirurgia veterinária da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Ricardo Junqueira Del Carlo, o material recolhido é tratado em laboratório e pode ser transformado em células de várias partes do corpo. “São células que ainda não são específicas de determinados tecidos ou órgãos e, por isso, podem ser transformadas e usadas no sistema nervoso, por exemplo,” explicou.  Além da possibilidade de serem condicionadas a assumir determinadas características, as células-tronco colhidas também “podem ser expandidas”, ou seja, serem numericamente aumentadas a partir de determinada quantidade colhida.

Ainda segundo Del Carlo, as células-tronco colhidas podem ser aplicadas diretamente na lesão ou na veia do animal. Ele ressalta que, mesmo sendo aplicado de maneira venosa, o corpo consegue direcionar o material injetado para onde é necessária a sua presença. “O próprio corpo tem um banco de células reparadoras, o que acaba atraindo as células que foram aplicadas, para o órgão ou tecido do corpo que precisa ser reparado”, diz.

Avanços

Esses avanços nas pesquisas já permitem a utilização das técnicas no tratamento de doenças como diabetes animal, lesões ósseas e no sistema nervoso. O professor da UFV ressalta que “os resultados são animadores”. Mas, lembra que ainda não é o momento de creditar ao tratamento com células-tronco o futuro da medicina.  “Apesar da certa euforia que existe sobre o assunto é preciso ter cautela. Pesquisas estão sendo feitas e ainda temos muito a desvendar sobre o assunto”, pondera.

Para o professor, o Brasil ocupa posição de destaque em relação às pesquisas com células-tronco. São várias linhas de investigação científica que permitem inúmeros tipos de utilização e tratamento.  Apesar de a grande maioria ser destinada ao uso em humanos, a descoberta permite a utilização e adaptação dos resultados para a medicina veterinária. “Nas fases de pesquisas sempre são utilizados animais, portanto, a aplicação veterinária também acaba sendo beneficiada”, acredita.

Fonte: Superagro

quarta-feira, 4 de maio de 2011

PERDEMOS MAIS UM ANJO À ESPERA DO TRATAMENTO COM CÉLULAS-TRONCO


Hoje, 04/05/2011, foi o enterro da pequena Pilar, às 10h no cemitério da passagem, em Extremoz-RN

Pilar Rezende Teixeira nasceu em 30 de março de 2004 na cidade de São Luiz do Maranhão, trigêmea com dois meninos, Samuel e Emanuel. Os trigêmeos nasceram saudáveis e passaram bem até que Pilar e Samuel contraíram infecção hospitalar (aos quatro dias de nascidos) na maternidade. O quadro de Samuel era mais grave, e ele foi mandado para UTI, já Pilar apresentou melhora em seu quadro de infecção e foi mandada pra casa.

Eliani, a mãe de Pilar, e as pessoas que conviviam com a menina, perceberam que ela não respondia totalmente aos estímulos (sons, imagens) e seu desenvolvimento era muito diferente de seu irmão Emanuel, que já engatinhava, balbuciava e se comportava da forma esperada para um bebê de sua idade. Eliani e seu marido Nelson levaram a filha a vários pediatras, que não esclareciam o que estava acontecendo com a criança, até que uma médica falou o que ocorria: Em conseqüência de paradas cardiorespiratórias decorrentes da infecção hospitalar, Pilar teve falta de oxigênio no cérebro e com isso paralisia cerebral grave, e consequentemente todas as implicações de uma vida cheia de dificuldades, motoras, auditivas, cognitivas, entre outros.

A família foi morar em Natal buscando melhores serviços médicos, sobretudo a UTI pediátrica para Samuel, que não existe em São Luiz. Infelizmente, no dia 05 de setembro de 2005, com um ano e cinco meses, Samuel faleceu vítima de um erro médico grotesco.


Pilar e Emanuel estavam com sete anos, e a menina passava grande parte de seu dia em terapias com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos e outros profissionais que tentavam dar à garota melhores condições de vida possíveis. Pilar respirava sozinha e se alimentava de comidas pastosas, mas não andava, na falava, não conseguia sentar ou engatinhar, nem controlar seu tronco.
Apesar de todas essas limitações ela era uma criança feliz , e se divertia muito com seus familiares (dava boas gargalhadas!), adorava animais, crianças, brincadeiras  e banhos de piscina. 

Eliani, a mamãe de Pilar, descobriu que havia uma grande chance de melhorar a qualidade de vida de Pilar, o tratamento com células-tronco! Conversou com outros pais de crianças que foram fazer esse tratamento e enviou a documentação necessária para a Clínica na China e Pilar foi aceita para o tratamento.

Daí começaram uma campanha para angariar fundos e levarem a pequena em busca da esperança de uma melhor qualidade de vida, mas novamente, assim como no caso do pequeno Lucas Babolim, não houve tempo...Pilar não embarcou para à China...Pilar voou para o Céu!

Quantos ANJOS mais teremos que enterrar à espera do tratamento com células-tronco?!

Descanse em paz Pilar, que seu caminho seja repleto de luz e que Deus dê o conforto necessário aos seus papais para que possam atravessar esse momento de provação e superarem mais essa perda.

Enquanto esperamos que o tratamento com células-tronco seja aprovado no Brasil podemos mudar a realidade dessas famílias...podemos ajudá-los ir em busca da esperança de uma vida melhor para os seus filhos, basta ajudá-los a conseguir fazer o tratamento, nos países onde está sendo realizado com sucesso.

Não se omita! Não cruze os braços...ajude essas famílias!

Veja, ao lado, os Blogs das crianças que estão em campanha...Entre em contato com os pais das crianças e saiba como ajudá-los. Com tão pouco podemos fazer a diferença na vida desses pequenos...podemos significar a chance de mantê-los vivos!

sábado, 30 de abril de 2011

O Melhor Presente para o Dia das Mães...



Nesse Dia das Mães Dê um Presente Diferente...

Alziro Zarur (1914-1979): “(...) Os filhos são filhos de todas as mães, e as mães são as mães de todos os filhos”. 


Nesse Dia das Mães dê um presente diferente e alegre o coração de cada uma dessas mãezinhas. Visite os Blogs relacionados ao lado e veja o caso de cada uma dessas crianças que lutam por uma qualidade de vida de melhor.

Entre em contato com os pais dessas crianças, visite-os e saiba como ajudá-los.
Com tão pouco podemos fazer a diferença e nós podemos ser a diferença na vida dessas crianças. 

A todas as mães...Um Feliz Dia das Mães!

sábado, 16 de abril de 2011

Técnica usada pela primeira vez no Brasil traz esperança a pacientes que ficaram paralíticos


Transplante pioneiro pode devolver movimento a pacientes na Bahia

Uma técnica usada pela primeira vez no Brasil traz esperança a pacientes que ficaram paralíticos. Médicos querem devolver alguns movimentos aos pacientes, implantando células tronco especiais. A primeira cirurgia foi feita nesta quinta-feira (14), em Salvador.

O paciente é um policial militar de 45 anos. Ele perdeu os movimentos das pernas há cinco anos depois de cair de um telhado.
O PM recebeu injeções de células-tronco mesenquimais diretamente no local onde a medula foi atingida.

As células mesenquimais são retiradas do osso do quadril do próprio paciente e podem se transformar em vários tipos de tecido. Cães e gatos que receberam injeções dessas células recuperaram parte dos movimentos das patas afetadas. O método começou a ser estudado há seis anos por pesquisadores da Fundação Osvaldo Cruz e dos hospitais Espanhol e São Rafael, em Salvador.

Até o fim do ano, outras 19 pessoas com paralisia serão submetidas a esse tipo de cirurgia. Depois de operadas, todas irão fazer fisioterapia por seis meses para fortalecer a musculatura atrofiada.

O neurocirurgião Marcos Mendonça explica: “Nós esperamos que os pacientes tenham uma melhora não só da função neurológica, como melhora da qualidade de vida”, diz.

Doença de Chagas

Em outro procedimento inédito, médicos fizeram, em junho de 2003, também na capital baiana, o primeiro transplante de células-tronco em um paciente com insuficiência cardíaca decorrente da doença de Chagas.

Fonte: G1

sexta-feira, 8 de abril de 2011

AJUDE O DJAIR JUNIOR A FAZER SEU TRATAMENTO COM CÉLULAS- TRONCO


AJUDE O DJAIR JUNIOR A FAZER SEU TRATAMENTO COM CÉLULAS- TRONCO

Djair Junior, é portador de Paralisia Cerebral Espastica, tem 4 anos, nasceu em Recife/PE, no dia 10/08/2006.

Os papais de Júnior estão fazendo essa campanha porque têm ESPERANÇA no tratamento com células-tronco na China. O tratamento custa caro e não podem custear sozinhos, por isso pedem ajuda a todos. 


Júnior, por ironia do destino, nasceu no hospital ESPERANÇA onde contraiu uma Bacteria chamada SERRATIA MARCESCENS, através de manuseio de luvas e cateter, hoje deixou-o com sequelas, mas mesmo assim ele é feliz da forma que é, vive sorrindo, é alegre até mais que outras crianças normais.

DOAÇÃO 

BANCO DO BRASIL

AG: 4004-5 C/POUPANÇA: 12.716-7
FAVORECIDO DJAIR FERREIRA RAMOS TEODÓSIO JÚNIOR
DOAÇÃO

BRADESCO
AG:708-0
C/POUPANÇA: 1000458-6
FAVORECIDO: DJAIR FERREIRA RAMOS TEODÓSIO JUNIOR

BANCO DA AMAZONIA
Ag: 027 C/POUPANÇA: 007044-3
FAVORECIDO: DJAIR FERREIRA RAMOS TEODÓSIO JUNIOR

Perfil no Orkut: Djair Junior Esperança CÉLULAS TRONCO

Link Relacionado: Djair Júnior em busca da esperança 


CONTATO:
Fones: (69) 3541-4982 ou (69) 8435-2209
E-mail: cassiateodosio@hotmail.com
 


Nova técnica para obter células- tronco induzidas é criada nos EUA

Nova técnica para obter células-tronco induzidas é criada nos EUA

Método consegue gerar mais células do que o convencional.
Novidade foi divulgada na revista científica ‘Cell Stem Cell’.

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia desvendaram uma nova maneira de criar células-tronco induzidas à pluripotência (iPSC, na sigla em inglês) – técnica que transforma células adultas do corpo, normalmente extraídas da pele, em estruturas capazes de gerar todo tipo de tecido humano.
A novidade, descrita na revista científica "Cell Stem Cell", está no uso de microRNAs – pequenos pedaços de material genético – no lugar da estratégia convencional na qual 4 genes são modificados para retornar a célula a um estágio parecido com o de células embrionárias.

Células-tronco induzidas à pluripotência geradas a partir de células da pele de ratos com marcadores fluorescentes. (Foto: Edward Morrisey / Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia)

Os testes foram feitos em células da pele de ratos. Células-tronco induzidas são produzidas normalmente a partir de células adultas – desde que não sejam reprodutivas como, por exemplo, espermatozoides. O material mais comum são fibroblastos, encontrados na pele de mamíferos.
Antes da invenção da nova técnica, para cada 100 mil células adultas “reprogramadas”, os cientistas conseguiam apenas 20 células-tronco induzidas. Já pelo método com microRNAs, o número de células obtidas sobe para 10 mil (10% do total).
A esperança que envolve os estudos com células-tronco induzidas está no fato delas dispensarem o uso de material embrionário. Mas para poderem servir para uso terapêutico em humanos na reconstrução de tecidos e até órgãos, é preciso que um número grande de células seja obtido.
As células criadas em laboratório podem dar origem a quase todo tipo de células de ratos, incluindo espermatozoides, óvulos e células germinativas.

Fonte: G1



sábado, 19 de março de 2011

NESSA PÁSCOA DÊ UM PRESENTE DIFERENTE


FELIZ PÁSCOA!

Você pode fazer a diferença na vidas dessas crianças e jovens que estão em busca de uma melhor qualidade de vida e essa esperança encontram no tratamento com células-tronco.

Páscoa é vida...é ressurreição! Abra o seu coração e faça uma doação!

Entre nos Blogs relacionados ao lado...conheça a história de cada uma dessas crianças e saiba como ajudá-las.

Entre em contato com os pais das crianças, veja o caso que mais lhe tocar o coração...se possível vá ao encontro da criança e ajude o sonho se tornar realidade.

Com tão pouco podemos fazer a diferença na vida de alguém.

Tratamento com Células-Tronco...Eu Acredito!!!

Sandra Domingues

quarta-feira, 16 de março de 2011

REAMO BEIKE - TECNOLOGIA E INOVAÇÃO!


Os papais em campanhas sabem que depois do tratamento com células-tronco é necessário o tratamento de fisioterapia para que as células, injetadas no organismo de seus filhos, possam ter uma melhor desenvoltura.

Reamo Beike está preparada para receber esses pacientes e dar um pós tratamento adequado, possibilitando, ainda mais, as chances de uma melhor qualidade de vida.

A Reamo Beike é um investimento estrangeiro inédito no Brasil pelo porte e montante investido em uma Clínica de Fisioterapia.

Mais do que apenas uma clínica de fisioterapia, a Reamo Beike fornecerá além dos serviços de Fisioterapia, serviços de Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Massagem, Acupuntura, Ortopedia e Neurologia.

Situada num espaçoso imóvel de 728m2, a Reamo Beike é toda térrea, sem degraus, obedecendo em 100% a norma NBR 9050 (que regulamenta a acessibilidade).

Com corredores amplos, portas com vão livre de no mínimo 90cm, totalmente climatizada e com generosa iluminação natural.

A Reamo Beake está chegando ao Recife!
Inauguração: início de abril de 2011.

O Centro de fisioterapia da Reamo Beike fica localizado no belo bairro de Boa Viagem, no Recife, apenas 400m de distância da estação Aeroporto do Metrô. O bairro de Boa Viagem é famoso pela praia que leva o mesmo nome.
 
- O acesso ao centro de fisioterapia é facilitado pela imensa quantidade de ônibus devido a proximidade com o Aeroporto Internacional do Recife bem como a proximidade com o metrô.

- Há muitas opções de hospedagens em hoteis, pousadas e albergues para pacientes de fora da cidade.


- A Reamo Beike trabalhará com metodologias consagradas e metodologias novas (Bobath, Medek, Therasuit, etc) trazendo para o Brasil métodos de trabalho, avaliação, etc que existem apenas no exterior.

- A Reamo Beike importou um container com 2 toneladas e meia de equipamentos de primeiro mundo para o seu espaço. São equipamentos de ponta, muitos deles inéditos no Brasil. A moderna aparelhagem cobre todas as áreas de atuação da Reamo Beike.

- Equipamentos de primeira linha para fisioterapia, terapia ocupacional, integração sensorial, fonoaudiologia, massagem e acupuntura.

É hora do Brasil sair da pre-história da fisioterapia aonde apenas se alongava que estava encurtado e se fortalecia o que estava fraco.

- O foco da Reamo Beike está na Reabilitação do paciente.

- ESPECIALISTAS em pacientes tratados com células-tronco.

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terça-feira, 8 de março de 2011

Menina é curada de câncer com células-tronco de cordão umbilical

Da Redação, com ACI Digital

Uma menina chamada Alba, da cidade de San Fernando (Cádiz, Espanha), tornou-se o primeiro caso a superar com êxito um câncer de cérebro após ser tratada com células-mãe (estaminais ou células-tronco) do próprio cordão umbilical do paciente, conforme informou esta segunda-feira, 7, a companhia Crio-cord, um dos bancos de conservação de células-mãe autorizados na Espanha.

A menina, que nasceu sã em 2007, recebeu aos dois anos de idade um diagnóstico de meduloblastoma - um câncer de cérebro pouco frequente. Por isso, após a retirada da maior parte do tumor e vários ciclos de quimioterapia, a paciente foi submetida ao transplante de células-tronco do sangue do seu próprio cordão umbilical.

A intervenção, divulgada recentemente, foi desenvolvida em 2009 pelo serviço de Oncohematología do Hospital Universitário Menino Jesus de Madri, dirigido pelo doutor Luis Madero. Alba, atualmente com quatro anos leva uma vida normal.

A medida foi tomada após o tratamento com a quimioterapia, que destruiu não só o tumor maligno mas também o sistema sanguíneo da menina. Desta forma, procedeu-se ao transplante das células tronco do seu cordão umbilical, que previamente haviam sido solicitadas pelo Hospital Menino Jesus de Madri pela Crio-cord, que as trouxe das instalações da Bélgica e Holanda.

Depois do transplante, as células-mãe migraram à medula óssea, onde se multiplicaram e começaram a gerar glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas, iniciando assim a regeneração de seu sistema sanguíneo.

Revisões periódicas

Sessenta dias após o primeiro transplante, foram colocadas novas células-mãe - desta vez provenientes de seu sangue periférico -, para acelerar o implante plaquetário. Após 14 meses do transplante, o sistema sanguíneo de Alba estava completamente reconstruído. Sua saúde é acompanhada em revisões periódicas.

Doutor Madero destacou nesta segunda-feira, 7, que se trata de um caso único na Espanha. "A utilização de células tronco para a regeneração do sistema sanguíneo é um tratamento estendido neste tipo de câncer", explicou. O médico afirmou que o fato torna "único" o caso de Alba "já que pela primeira vez em nosso país as células-mãe provinham do seu próprio cordão umbilical, conservado ao nascer".

"Nos últimos anos, os transplantes de células mãe do sangue do cordão umbilical experimentaram um crescimento muito importante. Concretamente para o caso de irmãos, estas células-mãe são a melhor opção terapêutica que existe", acrescentou.

"Nosso melhor investimento"

Os pais de Alba, Santiago, que é engenheiro informático, e Teresa, professora de Literatura, foram unânimes ao afirmar que a conservação das células-tronco do sangue do cordão umbilical de Alba foi "seu melhor investimento".

"Tudo se originou como resultado de meu interesse pelos programas de divulgação científica, já que tinha visto uma reportagem sobre o tratamento com células-mãe para o Parkinson e meu pai, naquela época, tinha Alzheimer e estava sensibilizado sobre o uso de células mãe para as enfermidades degenerativas", explicou Santiago.

"Conservar o cordão umbilical é uma aposta pelo futuro, um seguro de vida que não se sabe se será necessário em algum momento, mas que pode salvar uma vida", afirmou sua mãe, Teresa Molina, que assegura que viu sua filha nascer duas vezes.

Satisfação na Crio-cord

Por sua parte, o diretor geral da Crio-cord, Guillermo Muñoz, também mostrou sua satisfação pelo êxito do processo. "Na Crio-cord estamos orgulhosos de ter participado do processo de cura de Alba, ademais de que este tipo de notícias confirme que o sangue de cordão umbilical é uma excelente fonte de células mãe, que, ao ser as mais jovens do corpo humano, têm um maior potencial de cura", explicou.

De fato, os últimos estudos "confirmam o incremento exponencial do uso destas células-mãe em todo o mundo, assim como os resultados obtidos com o sangue do cordão umbilical são excelentes em múltiplas enfermidades, como leucemias, linfomas e falhas congênitas da medula óssea".

quarta-feira, 2 de março de 2011

Arthur Rompendo Limites


Conheça a história do pequeno Arthur e saiba como ajudá-lo

Arthur Victor Venâncio da Silva nasceu no dia 04 de maio de 2004 com 39 semanas, de parto normal e muita saúde ficou no banho de luz por estar com icterícia (amarelinho) e recebeu alta com prescrição médica de levá-lo ao sol, com um mês de nascido teve um resfriado muito forte e com muita dificuldades para respirar, levamos no hospital ai começou nossa história de lutas e superação.
O hospital em que levamos o pequeno Arthur estava cheio, pois tínhamos que esperar já que não tinha plano de saúde chegamos ao hospital ao meio dia, só fomos atendidos às duas horas da tarde e o nosso pequeno só piorava, quando o médico o atendeu logo resolveu interna-lo, Arthur teria adquirido bronquiolite; nos procedimentos médicos aspiraram ele mas, não resistiu e sofreu uma parada-cardiorespiratória .
Logo começou uma grande correria naquele hospital todos os médicos se reunirão para trazer o Arthur de volta à vida, cortaram suas roupinhas para fazer massagem, usaram desfribilador e nada fazia ele voltar, quando os médicos se reuniram para nos dar a noticia do falecimento o coraçãozinho dele milagrosamente começou a bater após 6 minutos de parada ( um milagre). 
Os médicos nos deram a noticia que o nosso bebê sobreviveu mais que só viveria algumas horas, “ NÃO CONSEGUIMOS FOI DEUS” disse um dos médicos.Esperamos remoção no local enquanto o pequeno Arthur resistia a cada minuto, uma hora da madrugada conseguimos uma transferência, começava mais um drama o hospital não tinha ambulância resolvemos ligar para ambulância do convênio funerário e eles emprestaram para remoção. Os médicos não deixaram eu a mãe ir na remoção fiquei sabendo depois que eles temiam perder o nosso pequeno no trajeto (só foi o pai ).
Ao chegar no hospital São Rafael de Rio Claro não queriam recebe-lo pois sua remoção teria sido feita de uma maneira irregular e crítica.Depois de muita conversa e ao ver o estado do Arthur o receberam na UTI. 
Passaram-se um mês e recebia alta com problemas neurologicos. Hoje ele está com seis anos não anda, não fala tem movimentos involuntários e se alimenta com muita dificuldade e faz uso remédios para convulsão: Rivoltril, Gardenal e Depakene, atualmente é acompanhado por fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, neurologista e ortopedista.

O Arthur foi aceito pela Beike Biotech para fazer tratamento com células-tronco na China o custo ficou elevado R$ 120 mil, que serão gastos com as aplicações de células-tronco, passaportes, tradutor, passagens e fisioterapia.

Estamos em campanha para arrecadar fundos e contamos com a ajuda de todos para devolver a ele parte de sua infância perdida.

Relato feito pela Adriana Silva, mamãe do Arthur


Comunidade no Orkut: Arthur irá à China