quinta-feira, 28 de junho de 2018

Tratamentos com células-tronco no exterior

Clínicas na Tailândia, China e Paraguai oferecem tratamentos com células-tronco (não aprovados) para doenças graves e incuráveis.

Mas é verdade que esses pacientes não têm nada a perder?

Confrontados com um diagnóstico fatal, pacientes e seus familiares podem concluir que não há mais nada a perder. Qualquer possibilidade de tratamento soará melhor do que a certeza de uma doença sem cura. Lidar com nossa própria mortalidade é difícil. E mais difícil ainda quando ela parece chegar antes da hora para aqueles que amamos. Na falta de alternativas, um número cada vez maior de brasileiros se volta para o que parece ser a última esperança: tratamentos com células-tronco no exterior.
Países como Tailândia, China, México e, mais recentemente, Paraguai, oferecem tratamentos com células-tronco para os mais variados tipos de doença. Os tratamentos são caros, custando em média entre 70 mil e 200 mil reais. Para bancá-lo, pacientes e familiares se viram como podem: rifas, vaquinhas, campanhas online, ou até mesmo processos contra o estado para garantir o custeio¹. Para os pacientes, vale tudo atrás do que parece ser a última esperança. Mas será que vale mesmo a pena?

“Não há nada a perder”

É compreensível que o diagnóstico de uma doença grave e incurável, especialmente em pacientes jovens, cause a sensação de que os potenciais benefícios de uma terapia experimental superam os riscos. No entanto, isso pode estar longe de ser verdade. Antes de optar por um tratamento com células-tronco não aprovado, considere os pontos abaixo.

Saúde

Não existe tratamento sem riscos ou sem efeitos colaterais: até uma simples aspirina pode ser fatal. No caso das células-tronco, a situação é muito mais complicada do que com a aspirina; afinal, células-tronco estão vivas. Uma vez no seu corpo, elas podem seguir se multiplicando e migrar para outros locais, sem que seja possível eliminá-las. Existem muitos exemplos disso. Um exemplo é o caso do americano Jim Gass. Ele procurou tratamento para o AVC que havia paralisado seu braço e perna esquerdos e acabou desenvolvendo um tumor na coluna que o deixou paraplégico².
Uma paciente americana realizou um tratamento estético com células-tronco na face. Mas essas células migraram para os seus olhos, onde se diferenciaram em células formadoras de tecido ósseo³.Outra paciente americana se submeteu a injeções com suas próprias células-tronco para curar uma lesão medular. Porém, as células geraram um tumor produtor de muco na região da medula⁴. Mesmo após o diagnóstico de uma doença grave, um paciente ainda pode ter muito a perder ao se submeter a um tratamento com células-tronco não aprovado.

Relatos de caso

A principal arma das clínicas vendendo tratamentos não aprovados de células-tronco são relatos de casos de pessoas que supostamente se beneficiaram do tratamento. Antes de se deixar convencer, leve em consideração que:
  • Em muitos casos, a suposta melhora é subjetiva ou pouco clara. O paciente relata “ter um pouco mais de sensibilidade nas pernas” ou se sentir “menos cansado”. Mesmo que a sensação de melhora seja real, é um benefício, na melhor das hipóteses, muito limitado para o tamanho dos riscos.
  • Efeito placebo é real. Ele é tão importante que em todos os ensaios clínicos sérios sempre se dá um tratamento “de mentira”, para ser comparado com o tratamento sendo testado. Certos problemas de saúde, como dor e depressão, por exemplo, sabidamente respondem com frequência ao tratamento placebo. Por isso, é preciso ouvir com cautela relatos de melhora após qualquer tratamento que não foi rigorosamente comparado com um tratamento placebo.
  • É importante levar em consideração o curso da doença. Um paciente que sofre um acidente vascular cerebral (AVC) e se submete a um tratamento com células-tronco meses depois, provavelmente vai experimentar melhora no seu quadro clínico. Isso é esperado porque é o curso próprio do AVC: os pacientes tendem a melhorar progressivamente até dois anos após o acidente, com ou sem terapia com células-tronco.
  • As clínicas divulgam os casos de sucesso, mas não os de insucesso. Não é possível saber exatamente quantas pessoas foram tratadas, e o que aconteceu com cada uma delas. Para cada paciente que passa bem após o tratamento, quantos pioraram?
  • Por fim, as clínicas normalmente submetem os pacientes a tratamentos paralelos, como fisioterapia, câmera hiperbárica e alterações na dieta, dentre muitos outros. Se um paciente melhora, é impossível dizer quais elementos de fato influíram nessa melhora. Ao realizar tantos tratamentos ao mesmo tempo, essas clínicas tornam difícil identificar o que de fato funciona para aquele paciente. Se apenas um desses tratamentos é o responsável pela melhora nos sintomas, os demais procedimentos são apenas um gasto desnecessário de tempo e dinheiro.

Finanças

Terapias com células-tronco não aprovadas por agências regulatórias não são bancadas pelo SUS e nem por planos de saúde. Como consequência, os pacientes precisam arcar com o altíssimo custo do tratamento com recursos próprios. Além do tratamento, é preciso também levar em conta os custos com a viagem. Isso inclui a permanência em outro país, além de eventuais custos associados com várias semanas de afastamento do trabalho e da família. Os riscos desse tipo de tratamento não são apenas de saúde. Avalie também os riscos financeiros e pessoais a que toda a família será exposta em decorrência da busca por tratamentos não aprovados.
Em resumo, pacientes e seus familiares podem ser levados a acreditar que não há nada a perder. Mas na verdade sua saúde – física e financeira – podem ser, sim, gravemente afetados por tratamentos não aprovados com células-tronco. Antes de decidir por um tratamento com células-tronco converse com seu médico, com sua família e considere os pontos acima. No nosso próximo texto discutiremos como identificar estudos sérios com terapias celulares experimentais.
Referências:

domingo, 24 de junho de 2018

Dois dos nossos anjos partiram esse ano

Luciana, Aziz e Gabriela Pallin

Sandra Domingues e Olivinha

Descansem em paz Gabriela e Olivinha

Por Sandra Domingues

Foi com tristeza que li recentemente, no Facebook, notícias tristes, da partida de dois dos nossos anjos:

A pequena Olivinha, neta do querido amigo Serafim Marques e a pequena Gabriela Pallin, filha dos queridos amigos Luciana Pallin
Aziz Gibrail Barbara

Ajudei na divulgação da campanha de ambas crianças, que necessitavam do tratamento com células-tronco, e é com pesar que informo aos amigos e a todos os que colaboraram, anos atrás, para que as crianças pudessem ter realizado o tratamento, que hoje elas não estão mais entre nós, porém acredito que como anjos de luz agora as pequenas estão libertas e poderão seguir em paz seus caminhos, com a missão que lhes foi confiada cumprida.

Peço a Deus que conforte o coração dos papais e todos os familiares das meninas e que o caminho de ambas seja de muita luz. 

Foram tantos anjos que perdemos ao longo desses anos: Luquinhas, Sarinha, Giovana, Pilar...e é muito triste saber, que apesar de toda luta e esforços a doença venceu, mas não podemos questionar os desígnios de Deus e torcer para que no futuro o Tratamento com células-tronco seja, de fato, a solução para tantas doenças degenerativas.

sábado, 3 de agosto de 2013

Teste inédito com células-tronco no Japão pode revolucionar tratamentos


No Japão, um teste inédito feito com células-tronco pode revolucionar o tratamento de doenças. Cientistas começaram a testar em seres humanos as chamadas células-tronco pluripotentes - que não são de embriões descartados, mas de células adultas, da pele dos próprios pacientes. Seis pessoas com degeneração macular, uma doença que leva a cegueira, foram escolhidas para o primeiro teste.

Fonte: G1

Células-tronco são a esperança para o tratamento de doenças


O sangue contido no cordão umbilical, durante a gravidez, tem a função de levar oxigênio e nutrientes essenciais da mãe para o bebê. Há alguns anos, esse sangue era totalmente descartado. Hoje, no entanto, inúmeras pesquisas em andamento buscam identificar como as células-tronco, presentes no sangue do cordão umbilical, podem ajudar a salvar vidas.

Segundo a Fundação Parent’s Guide to Cord Blood, as células-tronco já são utilizadas para o tratamento de 79 tipos de doenças, sendo que, destas, 36 enfermidades já se encontram em fase de aplicação em voluntários humanos. Dentre as principais, para as quais as células-tronco tem se mostrado benéficas, estão a leucemia, talessemia e linfomas. Além disso, muitas doenças estão em estudo, como diabetes tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a cura da aids.

De acordo com o hematologista e diretor técnico da Criogênesis, Nelson Tatsui, esses dados mostram o porquê de muitas famílias buscarem ajuda para armazenar as células-tronco do cordão umbilical de seus filhos recém-nascidos, a fim de não precisarem recorrer a alguém que possa doar células caso, algum dia, venham precisar. “O acesso à informação sobre o procedimento, as vantagens e os preços mais acessíveis são prerrogativas que têm feito com que as famílias optem pelo armazenamento privado das células-tronco, a fim de serem utilizadas pelos próprios filhos”, explica.

Armazenadas

Ainda segundo o especialista, as células-tronco do cordão umbilical são células adultas e livres de impurezas, o que garante ainda mais eficiência em seu uso na área terapêutica. “As células, após a coleta, são avaliadas e armazenadas, podendo ficar congeladas por tempo indeterminado sem que haja a perda de suas propriedades terapêuticas. Para se ter uma ideia, existem bolsas de sangue de cordão congeladas há mais de 20 anos”, ressalta o hematologista.

O armazenamento das células-tronco pode também beneficiar parentes próximos, principalmente irmãos. Com as células criopreservadas, há garantia de rapidez no tratamento e não há riscos de rejeição após o transplante, caso elas sejam do próprio doador.

Fonte: DM

terça-feira, 28 de maio de 2013

Tratamento com células-tronco pode ter curado criança em estado vegetativo


Médicos alemães ainda são cautelosos em atribuir recuperação à terapia inédita, mas comemoram avanços na fala e cognição de menino que teve danos cerebrais após parada cardíaca em 2009


Depois de sofrer uma parada cardíaca e passar por procedimentos de reanimação por mais de 25 minutos em 2009, um menino, na época com dois anos e meio, entrou em estado vegetativo e suas chances de sobrevida não passavam de 6%.
Mas, apoiados pelos pais, que haviam congelado as células do cordão umbilical do garoto quando ele nasceu, médicos de Bochum (oeste da Alemanha) tentaram uma terapia inovadora. Nove semanas depois do incidente, a criança recebeu o material preservado com um transplante autógeno, ou seja, do próprio sangue umbilical, rico em células-tronco. A recuperação do garoto tem surpreendido a equipe que cuida do menino.
Se for verdade, este seria o primeiro relato de uma terapia com células-tronco bem-sucedida no tratamento de paralisia cerebral infantil, uma condição para a qual não existe cura atualmente
Arne Jensen e Eckard HamelmannProfessores da Universidade de Bochum
O caso foi descrito pelos médicos Arne Jensen e Eckard Hamelmann, professores da Universidade de Bochum, em um artigo publicado pelo jornal científico Case Reports in Transplantation.
Eles são cuidadosos em assegurar que as células-tronco foram responsáveis pela recuperação cerebral, mas garantem que são muito pequenas as chances de que apenas as terapias convencionais de reabilitação pudessem produzir tais efeitos. “Se for verdade, este seria o primeiro relato de uma terapia com células-tronco bem-sucedida no tratamento de paralisia cerebral infantil, uma condição para a qual não existe cura atualmente”, observam no artigo.
Para chegar a tal conclusão, os médicos se amparam em pesquisas anteriores feitas em laboratório. Em ratos, células-tronco aderiram em grande número a regiões lesionadas do cérebro e promoveram a recuperação de funções. Os cientistas acreditam que o mesmo teria ocorrido com o menino em Bochum e apresentaram imagens do cérebro da criança em que podem ser observadas mudanças físicas após o tratamento.
Recuperação
Mas as reações motoras e de retomada da consciência são os resultados que ilustram claramente a recuperação. No artigo, os médicos dizem não conhecer, na literatura de saúde, qualquer outro registro de recuperação infantil a partir de estágios tão severos de danos cerebrais como o que encontraram no menino. O paciente foi descrito como um caso “sem esperança”. 

Os médicos também escreveram que, a longo prazo, as chances de crianças na mesma situação são pequenas: cerca de 40% morrem e, no melhor dos prognósticos, apresentam sinais mínimos de consciência em um período de quatro anos a quatro anos e meio depois da ocorrência das lesões.
A situação em Bochum, no entanto, foi bem diferente. Apenas uma semana depois do tratamento, o pequeno paciente começou a reagir a sons. Passados cinco meses, já era capaz de bater palmas. Dois anos depois de receber as células-tronco, o menino passou a comer sozinho e a falar algumas palavras.  Agora, passados quase três anos e meio, o garoto fala frases com quatro palavras, anda com ajuda de aparelhos e apresenta sinais de desenvolvimento motor fino. O resultado inédito tem sido tratado pela imprensa especializada como o primeiro caso de cura de paralisia cerebral infantil.
Uma das particularidades constatadas pelos cientistas durante o tratamento foi a ação de reinício provocada pelas células-tronco. Durante a parada cardíaca foi como se o cérebro tivesse sido zerado e o tratamento permitiu um novo desenvolvimento.
Isso significa que, depois da aplicação, o menino passou a ter reações semelhantes a um recém-nascido e sua evolução motora e cognitiva apresentou, no geral, as mesmas fases do desenvolvimento de uma criança. Em algumas situações, como o aprendizado da fala, o processo foi mais rápido com o paciente do que o padrão verificado em crianças no mesmo estágio de aprendizado, sugerindo que alguns conhecimentos adquiridos antes do tratamento foram preservados. O menino levou dois anos após o tratamento para fazer as mesmas coisas que uma criança sem problemas faria aos dois anos de idade.
Dificuldade em obter as células
As células-tronco usadas no tratamento foram preservadas congeladas desde o nascimento do menino em uma clínica em Leipzig (leste da Alemanha). As possibilidades de tratamento de outros pacientes, no entanto, esbarram muitas vezes na falta de material com a marca genética pessoal.

Na primeira quinzena do mês, o cientista Shoukhrat Mitalipov, especialista em biologia reprodutiva da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon, nos EUA, anunciou a criação de células-tronco a partir do transplante de material genético de uma célula da pele em um óvulo do qual o material genético foi removido.
A pesquisa foi recebida com alarde pela mídia, que a anunciou como a possibilidade de criação de células-tronco com células de indivíduos adultos. Apesar da euforia, as boas novas foram contestadas esta semana. Mitalipov admitiu erros na publicação dos resultados, justificando a pressa em concluir o artigo científico como causa de alguns deslizes.
No entanto, o cientista assegurou que as conclusões não se alteram. “Os resultados são reais, as linhas de células são reais”, rebateu. A pesquisa deve ser apresentada e discutida no próximo mês no encontro da Sociedade Internacional de Pesquisa em Células-Tronco.

Fonte: Terra


domingo, 14 de abril de 2013

Voltarelli foi responsável pelo primeiro transplante de células-tronco em Ribeirão


Disposto, Davi brinca, faz poses e tira foto com a mãe, em sua casa, em Sertãozinho (Foto: Joyce Cury / A Cidade)

Sertãozinho, meados de 2009. Ana Carolina Serra, 26 anos, já tinha perdido dois filhos – João Pedro morreu antes de completar cinco meses, e Kauan, no quarto mês. Causa das mortes: tuberculose pulmonar. Eles eram portadores de uma doença congênita conhecida como Deficiência Imunológica Continuada Grave, que transforma um simples resfriado numa doença letal.

Ana Carolina, então, soube que estava grávida. Depois de vencer o pânico, decidiu que iria lutar pela vida do terceiro filho. Procurou ajuda no lugar certo: Laboratório de Imunologia e Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto. E entregou aos cuidados do imunologista Júlio Voltarelli o destino do filho que iria nascer em breve e seria batizado Davi.

Davi veio ao mundo em 3 de novembro de 2009. Enquanto Voltarelli e sua equipe acionavam bancos do mundo inteiro em busca de célula-tronco de cordão umbilical compatível, Ana Carolina, por ordem do médico, largou o emprego de balconista e ficou isolada com o filho, num quarto da casa da mãe, também em Sertãozinho.

Davi não podia ter contato com o mundo externo. Ninguém deveria se aproximar dele. As condições de higiene deveriam ser rigorosas. Tudo bem esterelizado. Poeira, nem pensar.

Foram seis longos meses de isolamento até que chegou a primeira e alvissareira notícia: o cordão umbilical salvador tinha sido localizado em Saint Louis, capital da Louisiana, nos Estados Unidos.

Os milagres

Depois de alguns preparativos, no dia 15 de julho de 2010, realizou-se o procedimento. O sangue, retirado do cordão umbilical, foi injetado na corrente sanguínea de Davi, como se fosse uma transfusão.

Vinte dias depois, Júlio Voltarelli e parte da equipe composta de 30 profissionais reuniram a imprensa no HC para anunciar o primeiro transplante do gênero feito em Ribeirão Preto.

Modesto, Voltarelli explicou que o primeiro milagre estava em andamento. “É preciso que a célula-tronco produza um novo sistema de imunidade, capaz de defendê-lo, o que não acontecia até agora, já que qualquer coisa provocava infecções graves”, disse.

O segundo milagre viria com a produção de linfócitos, capazes de combater os vírus agressivos mais fortes. Os linfócitos seriam produzidos em meio à aplicação de imunossupressores, utilizados para evitar a rejeição.

O terceiro e último milagre se daria quando Davi ficasse livre das drogas imunossupressoras. Quando fossem suspensas, significaria que tinha ocorrido a tolerância imunológica, ou seja, o organismo do pequeno Davi reconheceria as células estranhas. Assim, o imunologista estipulou que, em pouco mais de um ano, com a sucessão de milagres e a ajuda da ciência, Davi teria vida normal.

Davi morou um mês e meio no Gatmo (Grupo de Apoio aos Transplantados de Medula Óssea), ao lado do HC. Depois, em casa, seguiu o tratamento. Nada de contatos com o exterior. Continuou isolado, longe de outras crianças, dos primos e das tias. Mas, como previra Voltarelli, ao cabo de um ano, já estava livre de todos os tipos de remédios. Atualmente, visita a unidade do TMO (Transplante de Medula Óssea) a cada dois meses, para detalhados exames sanguíneos. E o milagre perseverou.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Células-tronco serão tema de Conferência internacional no Vaticano



Cidade do Vaticano (RV) – O Pontifício Conselho para a Cultura anunciou a realização da 2ª Conferência interacional sobre células-tronco adultas nos dias 11 a 13 de abril.

O evento será realizado no Vaticano, sobre o tema “Medicina Regenerativa – uma mudança fundamental na Ciência e na Cultura”.

Com especialistas, políticos, diplomatas e pesquisadores de institutos e universidades renomados, a finalidade da Conferência é aumentar a consciência global acerca da capacidade das células-tronco adultas, explorando suas possíveis consequências culturais. 

Cientistas apresentarão os progressos médicos em todo o mundo, entre os quais a renovação de órgãos doentes e danificados, a regeneração de tecidos para as vítimas de queimaduras, reequilíbrio dos sistemas imunitários, progressos nos tumores pediátricos, prevenção na rejeição de órgãos e outros desafios, como o mal de Parkinson e lesões cerebrais. Também haverá testemunhos de pacientes aos quais foram aplicados tratamentos inovadores. 

A Santa Sé apoia a pesquisa realizada no respeito dos valores morais, na dignidade da pessoa humana, com a finalidade de contribuir com benefícios para o humanidade. A Conferência será aberta pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Card. Gianfranco Ravasi, e está prevista uma audiência com o Papa Francisco no sábado, 13 de abril. 

O evento é fruto da colaboração, há cinco anos, entre o Pontifício Conselho e a empresa NeoStem, através de organizações sem fins lucrativos, como STOQ (Ciência, Teologia e a Questão ontológica).


Fonte: News.VA

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Terapia pioneira utiliza células-tronco para reduzir volume de tumor cerebral


Investigadores do Hospital Henry Ford, nos EUA, desenvolveram uma terapia pioneira que utiliza microvesículas geradas a partir de células-tronco da medula óssea para tratar o cancro do cérebro, avança o portal Isaúde.

O estudo revela que a introdução de material genético produzido pelas células-tronco reduziu uma forma particularmente resistente de tumor maligno no cérebro de ratos de laboratório.

"Esta é a primeira incursão de seu tipo na terapia experimental do cancro e representa um tratamento altamente inovador e potencialmente eficaz", afirma o investigador Michael Chopp.

A pesquisa foi publicada na revista Cancer Letters.

"Eu acredito que esta é uma abordagem importante e muito nova para o tratamento de cancro, e, neste caso específico, o tratamento do glioma. Nós temos estado na vanguarda do desenvolvimento de microRNAs como um meio para tratar a doença, como o cancro e lesão neurológica. Este estudo mostra que ele é eficaz no cérebro vivo, e pode prestar-se à terapia anticancro personalizada para o paciente individual", observa Chopp.

Chopp e os seus colegas focaram os seus esforços no glioma, de longe o tipo mais comum de tumor cerebral maligno e com um prognóstico deficiente, nomeadamente para a sobrevivência.

As células tumorais foram implantadas cirurgicamente no cérebro dos ratos de laboratório machos anestesiados e deixadas em crescimento durante cinco dias.

Os tumores foram então injectados com exossomos contendo moléculas de um microRNA chamado miR-146b.

Exossomos são "bolhas lipídicas" microscópicas que transportam e livram-se de velhas proteínas que não são mais necessárias ao organismo. Depois de os investigadores descobriram que elas também carregam RNA, novos campos de estudo foram abertos.

No estudo em ratos, Chopp e os seus colegas usaram células da medula óssea para produzir exossomos contendo o miR-146b que foram injectados nos tumores cancerígenos.

Cinco dias após este tratamento, os ratos foram mortos e os cérebros foram removidos, preparados para o estudo e examinados. O tamanho do tumor foi medido utilizando software de computador.

"Verificou-se que uma injecção de exossomos contendo miR-146b cinco dias após a implantação do tumor levou a uma redução significativa no volume do tumor, 10 dias após o implante. Os nossos dados sugerem que o miR-146b provoca um efeito antitumoral no cérebro do rato e que as células-tronco podem ser usadas como uma "fábrica" para gerar exossomos geneticamente alterados para conter o miR-146b para tratar eficazmente o tumor", conclui Chopp.

Fonte: POP

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Amor Supera Deficiências faz ALERTA contra soluções milagrosas...


Não podemos deixar de agradecer a Jornalista Sandra Passarinho, a amiga Sandra Domingues e todos da produção do Jornal Nacional pelo excelente esclarecimento!!! 

Obrigado... 

Fernando, Erika, Nathalia e o grande Nathan

Última parte da série especial exibida pelo Jornal Nacional da Rede Globo sobre Pesquisas com Células-Tronco, exibida em 21/01/2013.


Link Relacionado:

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Células-Tronco série especial exibida pelo Jornal Nacional da Rede Globo


Pesquisas sobre Células-Tronco

Em 15 de agosto de 2012, a jornalista Sandra Passarinho, da Rede Globo, entrou em contato comigo e conversamos sobre uma matéria que estaria sendo feita e seria divulgada no Jornal Nacional; um alerta sobre o tratamento com células-tronco que vem sendo oferecido em outros países, sem comprovação científica de cura e me pediu indicação de casos de pessoas que já haviam se submetido a esse tratamento. Coloquei-a em contato com os pais das crianças, dos Blogs relacionados ao lado, para que àqueles que quisessem pudessem dar suas opiniões e parecer sobre o tratamento.

Os pais do pequeno Nathan Channoschi aceitaram o convite e irão participar da séria de reportagens que iniciou em 17/01/2013 e foi dividida em quatro episódios. Eles estarão na última parte que entra no ar na próxima segunda-feira, (21/01), no Jornal Nacional exibido na Rede Globo de Televisão, a partir das 20:30h. 

Não Percam!!!

Sandra Domingues




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Células-tronco poderão ser doadas após a morte


Vida após a morte
As pesquisas com as células-tronco demoraram a deslanchar sobretudo devido a dilemas éticos.
As dificuldades envolviam a retirada das células-tronco de óvulos humanos fecundados mas não utilizados nas terapias de reprodução assistida.
Mais tarde, os cientistas começaram a desenvolver técnicas para converter células normais adultas em células pluripotentes - são as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas.
Agora, em uma reviravolta total na questão, cientistas descobriram que, assim como doar órgãos para transplantes, pessoas falecidas poderão servir como doadoras de células-tronco.
Gianluca D'Ippolito e seus colegas da Universidade de Miami (EUA) descobriram que as células-tronco permanecem vivas por até cinco dias após a morte.
O estudo envolveu as chamadas células-tronco mesenquimais, que poderão ser retiradas da medula óssea.
As células-tronco mesenquimais podem ser transplantadas e o tipo de célula que eles vão formar depende de onde elas são injetadas.
As células injetadas no coração, por exemplo, podem formar um novo tecido cardíaco saudável, uma terapia útil para pessoas com condições cardíacas crônicas.
Além disso, os estudos iniciais indicam que não há rejeição no transplante dessas células-tronco.
Hoje já é possível obter células-tronco mesenquimais da medula de doadores vivos, mas apenas em quantidades muito pequenas.
Os cientistas esperam que, com a possibilidade de obtenção de grandes quantidades dessas células de doadores mortos dê um impulso nas pesquisas para o uso dessas células em terapias.
O próximo passo é determinar se as células-tronco obtidas dos doadores já falecidos são realmente saudáveis para o transplante.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A pequena Gabriela Pallin Barbara ainda precisa de nossa ajuda

Mais uma vez a pequeninha Gabriela precisa de nossa ajuda!!!

Por Luciana Pallin 

Esta princesa tem uma doença rara e fatal chamada doença de SANDHOFF.
Precisamos de 65 mil reais para continuar um tratamento experimental fora do pais, com células tronco e terapia genica, que é a ÚNICA CHANCE DELA VIVER! 

Junte-se a nós e seja um anjo na vida dela!
Faça sua doação, qualquer quantia ajuda.

"As pessoas são anjos de apenas uma asa, que quando se abraçam têm a capacidade de voar!" 

AJUDEM A GABI A CONTINUAR LUTANDO PELA VIDA...
QUALQUER QUANTIA AJUDA! 

Acessem: www.unidaspelavida.com

Dados para Doação:

Banco 237 - Bradesco
Conta poupança:
1009689-8
Agência: 2505-4
Gabriela Pallin Barbara
CPF: 077.608.488-70

Banco do Brasil
Conta poupança: 9178-2
Agência: 4226-9
Variação: 01
Gabriela Pallin Barbara
CPF: 060.049.913-84 


Links Relacionados:



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nobel de Medicina vai para pesquisas com células-tronco


ESTOCOLMO - Os cientistas que renovaram a pesquisa de células-tronco e abriram caminho para uma revolução na engenharia de tecidos são os ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina de 2012, anunciado esta manhã, pelo Instituto Karolinska, na Suécia. Os nomes do britânico John Gurdon e do japonês Shinya Yamanaka estavam entre os favoritos para receber o prêmio. Gurdon por ter feito nos anos 60 as descobertas fundamentais que levaram Yamanaka, décadas depois, a encontrar um caminho para obter uma nova fonte de células-tronco, quase tão versáteis quanto as embrionárias.

Yamanaka é um dos especialistas em engenharia de tecidos mais conhecidos do mundo. O instituto que concede o Nobel de Medicina informou em nota que os dois foram premiados por terem descoberto que células-maduras e especializadas podem ser reprogramadas para se transformar em células imaturas capazes de se desenvolverem em todos os tecidos do corpo. “Suas descobertas revolucionaram nosso conhecimento de como as células se organizam e se desenvolvem”, disse a nota do Karolinska.

Diferentemente de várias outras descobertas laureadas com o mais importante prêmio da medicina, os trabalhos de Gurdon e Yamanaka têm aplicação direta no desenvolvimento de novas terapias celulares. Em 1962, John B. Gurdon rompeu um paradigma da ciência ao mostrar que a especialização das células é reversível. Numa experiência hoje clássica e na época herética, ele substituiu as células imaturas do núcleo de um óvulo de um sapo pelo núcleo de uma célula intestinal madura. Com isso, ele modificou o óvulo que se desenvolveu como um girino.

Gurdon provou que o DNA da célula madura ainda tinha toda a informação necessária para desenvolver todas os tipos de células que formam um sapo. Quatro décadas depois, Yamanaka descobriu como fazer para que células adultas de camundongos fossem reprogramadas em células-tronco imaturas. Realizada em 2006, a descoberta teve imenso impacto na altamente competitiva pesquisa de células-tronco. Na semana passada, por exemplo, estudos do próprio Yamanaka e colegas na “Science” mostraram ser possível usar células reprogramadas para criar óvulos de camundongos que puderam ser fertilizados e gerar filhotes normais, numa pesquisa que abriu caminho para combater a infertilidade.

Na pesquisa premiada com o Nobel, Yamanaka descobriu que a introdução de alguns poucos genes pode reprogramar célula adultas ao estágio de células-tronco pluripotentes, capazes de originar numerosos tecidos do corpo. As chamadas células-tronco de reprogramação induzida são vistas como uma das mais acessíveis e promissoras fontes de células para a engenharia de tecidos, área que acena com a possibilidade de tratamentos para problemas tão diversos quanto infarto e mal de Parkinson.

O trabalho dos dois pesquisadores revelou ao mundo que as células são muito mais flexíveis do que jamais poderia se imaginar. Elas não estão confinadas para sempre num estágio especializado. Para as células, rejuvenescer totalmente, da maturidade ao estágio de embrião é possível. O segredo está nos genes que apagam a memória da especialização e as faz de novo flexíveis como as de um embrião. Gurdon e Yamanaka mudaram os livros de medicina e reescreveram a ciência.

John Gurdon trabalha no instituto que leva o seu nome em Cambridge, Inglaterra. Ele tem 79 anos. Shinya Yamanaka tem 50 anos e trabalha na Universidade de Kioto, no Japão.


Fonte: O Globo


sábado, 15 de setembro de 2012

Surdez: novo tratamento com células-tronco recupera 46% da audição em cobaias


Um grupo de cientistas britânicos conseguiu devolver a audição a esquilos usando células-tronco embrionárias de seres humanos. Para eles, este é um enorme passo que poderá vir a ajudar pacientes com surdez incurável causada por danos nos nervos.
Esta quarta-feira, a equipe, coordenada por Marcelo Rivolta, da Universidade of Sheffield, no Reino Unido, salientou que o procedimento ainda precisa de passar por mais testes para garantir a sua segurança e eficácia a longo prazo, mas que, em qualquer dos casos, os resultados marcam um avanço significativo no campo da medicina regenerativa.
Os cientistas escolheram esquilos, em vez dos habituais ratinhos de laboratório, para os testes realizados porque a audição destes animais é semelhante à dos humanos. Eles receberam um fremédio, que danificou os seus nervos auditivos e, depois, cada um recebeu cerca de 50 mil células-tronco embrionárias, previamente "transformadas" em células dos ouvidos. Segundo o estudo, publicado na revista Nature, as célula-tronco humanas proporcionaram nos roedores uma recuperação de 46% na audição, medida através de sinais elétricos nos cérebros dos animais.
"Se estivessemos falando de um ser humano, esta recuperação significaria passar de um estado em que não se conseguia ouvir um caminhão passando na rua para outro em que se consegue manter uma conversa", explicou Rivolta aos jornalistas. "O que o nosso estudo mostra é uma recuperação funcional com recurso a células-tronco humanas, o que é único", disse à Reuters.
Como essas células são criadas apenas no útero materno, não há forma de as reparar se sofrerem danos, o que resulta numa incapacidade total de ouvir. Embora os implantes ofereçam uma solução parcial para o problema, não há tratamento para os danos nos nervos auditivos, responsáveis por cerca de 10% a 15% dos casos de surdez profunda.
De acordo com Rivolta, o novo tratamento poderá ser uma boa solução, tendo inicialmente como alvo os danos nervosos, mas tendo também potencial para ser usado num quadro mais amplo de pacientes, quando combinado com a utilização de implantes. Os primeiros pacientes poderão vir a receber "dentro de poucos anos" estas células-tronco, com vista à recuperação da audição, concluiu o investigador. Com informações da Reuters e da Nature.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Célula-tronco devolve sensibilidade a pacientes com paralisia



Célula-tronco devolve sensibilidade a pacientes com paralisia

Pela primeira vez, cientistas conseguiram fazer com que pacientes com graves lesões medulares recobrassem a sensibilidade com o uso de células-tronco. A experiência pode ter importantes desdobramentos para pessoas paralisadas. Segundo especialistas, as mudanças observadas sugerem que as células-tronco tiveram um impacto decisivo na recuperação dos pacientes. A técnica será um complemento importante no tratamento As informações são do jornal O Globo.

Na pesquisa, três pessoas com paralisia (sem qualquer sensibilidade abaixo do peito) receberam injeções na região lesionada da medula espinhal com cerca de 20 milhões de células-tronco neurais obtidas a partir de tecido cerebral fetal. Além das injeções de quatro a oito meses depois dos acidentes causadores das lesões, os pacientes receberam imunossupressores para limitar uma possível rejeição às células. Seis meses após a terapia, dois dos voluntários relataram a sensação de toque e calor na região entre o queixo e o umbigo.

Fonte: Terra

sábado, 28 de julho de 2012

Transplante de células-tronco pode ter curado dois homens com HIV



Um estudo divulgado em Washington nesta semana, durante a 19ª Conferência Internacional da Aids, afirma que dois homens com HIV não apresentaram sinais do vírus no período de oito e 17 meses, respectivamente, depois de receber transplantes de células-tronco devido a uma leucemia.
A pesquisa feita por Daniel Kuritzkes, professor de medicina do Hospital Brigham and Women, em Massachusetts, traz a possibilidade de que os dois homens estejam livres do HIV.
De acordo com os cientistas, as células-tronco transplantadas repovoaram o sistema imunológico dos pacientes e os traços de HIV foram perdidos. Após receberem a medula de doadores, foi mantido o tratamento com antirretrovirais. Isso permitiu que as células doadas não fossem infectadas e criou ainda defesas imunitárias.
Atualmente, de acordo com o estudo, não há traços de HIV no DNA, RNA ou ainda no sangue dos homens que serviram de cobaia. De acordo com a pesquisa, o próximo passo será determinar a existência de HIV nos tecidos.
Os dois casos são diferentes do famoso "paciente de Berlim", o americano Timothy Brown, que se considera curado do HIV e da leucemia após receber um transplante de médula óssea de um raro doador que possuía resistência natural ao HIV (sem receptor CCR5, que age como porta de entrada do vírus nas células).
Tratamento experimental
Brown, 47 anos, um ex- HIV positivo de Seattle, nos EUA, ficou famoso depois de passar por um novo tratamento de leucemia com células-tronco de um doador resistente ao HIV e desde então não apresenta traços do vírus.

Depois de 2007, Brown passou por dois transplantes de alto risco de medula óssea e seus testes continuam a indicar negativo para o HIV, impressionando os pesquisadores e oferecendo perspectivas promissoras sobre como a terapia genética pode levar à cura da doença.

"Eu sou a prova viva de que pode haver uma cura para a Aids", disse Brown em uma entrevista. "É maravilhoso estar curado do HIV". Brown parecia frágil quando se reuniu com jornalistas durante a XIX Conferência Internacional sobre a Aids, o maior encontro mundial sobre a pandemia, realizada durante esta semana na capital americana.

O transplante de medula óssea é delicado e um a cada cinco pacientes não sobrevive.
Mas Brown afirma que apenas sente dores de cabeça ocasionais. Também disse estar consciente de que sua condição gerou polêmica, mas negou as afirmações de alguns cientistas que acreditam que ele pode ter traços de HIV no corpo e que pode contaminar outros. "Sim, estou curado", declarou. "Sou HIV negativo".

Prazo de vida

Brown estudava em Berlim quando descobriu ser HIV positivo, em 1995. Na época, deram-lhe dois anos de vida. Contudo, um ano depois, apareceu no mercado a terapia antirretroviral combinada, que fez com que o HIV deixasse de ser uma sentença de morte e passasse a uma doença controlável por milhões de pessoas em todo o mundo.

Brown tolerou bem as drogas, mas com fadiga persistente visitou um médico em 2006 e foi diagnosticado com leucemia. Passou por quimioterapia, o que lhe causou uma pneumonia e uma infecção que quase o matou.

A leucemia voltou em 2007 e seu médico, Gero Heutter, cogitou um transplante de medula óssea com um doador que tinha uma mutação do receptor CCR5. Pessoas sem este receptor parecem ser resistentes ao HIV, porque não têm a porta através da qual o vírus entra nas células. Mas essas pessoas são raras: cerca de 1% da população do norte da Europa.

A nova técnica pode ser uma tentativa para curar o câncer e o HIV, ao mesmo tempo.

Brown foi submetido a um transplante de medula óssea com células-tronco de um doador com a mutação CCR5. Ao mesmo tempo, parou de tomar antirretrovirais. No fim do tratamento o HIV não foi mais identificado em Brown. Mas sua leucemia retornou, e por isso foi submetido a um segundo transplante de medula em 2008, utilizando as células do mesmo doador.

Brown afirmou que sua recuperação da segunda cirurgia foi mais complicada e o deixou com alguns problemas neurológicos, mas continua curado da leucemia e do VIH. Quando perguntam se acredita em um milagre, Brown hesita. "É difícil dizer. Depende de suas crenças religiosas, se você quer acreditar que foi a ciência médica ou que se trata uma intervenção divina", disse. "Eu diria que é um pouco dos dois".

*Com informações da France Presse

Fonte: G1