quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cientistas franceses usam ovos de rã para acelerar programação celular


Cientistas franceses descobriram que os ovos de xenopus, rãs carnívoras africanas, facilitam a programação de células e abrem perspectivas no campo da medicina regeneradora. A equipe do Instituto de Genética Humana de Montpellier, em colaboração com o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), conseguiu multiplicar a capacidade de transformação de células da pele de ratos em células-tronco com ajuda desses ovos.

Sua aplicação serviu para multiplicar por 100 essa eficácia mediante uma técnica dupla: a injeção de quatro genes específicos no núcleo das células de rato e sua posterior incubação em um extrato dos ovos das xenopus. Com essa técnica, a equipe dirigida por Marcel Méchali conseguiu multiplicar por um fator maior que 100 a obtenção de células-tronco pluripotentes induzidas (IPS).

"Estes resultados confirmam o interesse das células-tronco resultantes de células diferenciadas para fazer auto-implantes e apresentam perspectivas terapêuticas interessantes no âmbito da medicina regeneradora", informou um comunicado do CNRS.

A partir da técnica mista mencionada, o núcleo das células se programa duplamente, embora ainda não totalmente. Os pesquisadores admitem que ainda falta identificar os componentes presentes nos extratos que são capazes de apagar a identidade de células diferenciadas. Segundo o CNRS, a pesquisa confirma as possibilidades das células IPS no âmbito da medicina regeneradora.

"As células IPS poderiam no futuro permitir substituir células doentes ou destruídas por ataque de outras células do paciente e reconstruir desse modo o órgão ou o tecido danificado por uma doença ou acidente, sem problema de rejeição", explicou o CNRS. Os ovos de xenopus - rã bem conhecida pelos cientistas por suas aplicações em pesquisa - são significantes pela facilidade de serem encontrados em grandes quantidades, ao contrário dos ovos de mamíferos.
Fonte: Terra

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Esperança de cura com as células-tronco leva pacientes à China


Se a esperança é a última que morre, é ela também a primeira a acreditar. Pelo menos é nisso que aposta a professora Rita Renjiffo, mãe de  Matheus, 4 anos, portador de paralisia cerebral.

Quando soube da possibilidade de  tratamento com células-tronco, oferecido no exterior, Rita não teve dúvidas: reuniu esforços e amigos e iniciou uma campanha para arrecadar dinheiro  e levar o filho  até um destino praticamente desconhecido: a China.

Apesar de difícil, a jornada  não é incomum e já ganhou até nome: “Turismo terapêutico”, que é o movimento de pessoas em busca de tratamentos não encontrados ou não permitidos em seus países de origem.
Como as terapias com células-tronco estão em fase de pesquisa e testes clínicos são restritos, doentes muitas vezes se arriscam em tratamentos não reconhecidos pela sociedade médica.

Em Salvador, por exemplo,  pelo menos cinco famílias realizam campanhas com esse objetivo: ir à China em busca de uma terapia experimental não documentada. Um fenômeno iniciado em 2009, quando a primeira criança brasileira conseguiu o feito.

Experiência -  Clara Costa Pereira, hoje com 3 anos, portadora de paralisia cerebral, foi a pioneira. Passados dois anos de sua viagem, a família comemora os avanços. "Clara está na escola e já conhece cinco cores", dimensiona o pai,  Carlos Edmar Pereira. Antes, ela tinha dificuldades até para sustentar o pescoço e se alimentar.

Depois da experiência, Carlos acabou se tornando representante brasileiro da empresa responsável pela terapia aplicada na filha. Em um blog, ele oferece informações sobre essa alternativa e relata as melhoras da filha: “ela está comendo tudo, antes não conseguia engolir sólidos. A parte cognitiva também melhorou muito”.
Não há certeza médica se os avanços estão diretamente ligados às aplicações de células-tronco. Mas, para Carlos, não há dúvidas. "Clara fez fisioterapia desde a maternidade, sem retorno. Quando se quer resultados diferentes é preciso mudar o caminho escolhido", diz.

Críticas - Apesar disso, na comunidade médica, terapias celulares ainda são vistas com cautela. “A recomendação é que se procure universidades que tenham protocolo para realização de testes clínicos ”, orientou o presidente da Associação Brasileira de Engenharia de Tecidos e Estudos das Células Tronco (Abratron), Ithamar Stocchero. Segundo ele, apenas doenças do sangue já têm sucesso comprovado pelo tratamento com células-tronco.

Esperança - Ciente dos riscos, Rita ainda assim prefere tentar: "Se eu não fizer, vou viver com essa dúvida. Vai ficar na cabeça a ideia de que não tentei tudo.  Daqui a quatro ou cinco anos  pode ser  tarde demais para  o organismo dele", avaliou a professora.

A luta de Matheus começou ainda na gestação. Com cinco meses de gravidez, Rita teve sangramentos e foi diagnosticada com adramnia (ausência de líquido amniótico). Para os médicos, o  feto não vingaria e o próprio corpo iria se encarregar de o expelir.

Matheus nasceu um mês depois e foi direto  para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade.  "Se ele voltar (da China) mastigando ou sustentando o tronco já terá valido a pena", comentou a mãe do garoto.

Conheça as histórias e campanhas das crianças citadas na matéria:   (Matheus); (Clara); (Manuela)

domingo, 11 de setembro de 2011

Por que o sangue é vermelho e a veia é azul?



As veias que enxergamos nos braços e pernas de quem tem pele clara parecem ser azuladas ou esverdeadas, porque o sangue que passa por elas é bem escuro, pois já perdeu oxigênio. Mas, para entender isso é preciso saber o caminho que percorre dentro do corpo. 

Assim que sai do coração, o sangue - que está cheio de oxigênio - é transportado pelas artérias, que são grossas e não podem ser vistas sob a pele, pois ficam na parte mais interna do corpo. Sua missão é levar oxigênio e nutrientes por todo o organismo. Conforme passa pelos órgãos, vai deixando oxigênio. Quando termina sua tarefa, volta por meio das veias (ficando mais escuro) para o coração, que o direciona aos pulmões para ser abastecido de mais oxigênio. Em seguida, retorna para fazer o mesmo caminho e assim sucessivamente. Todo esse trajeto demora cerca de 60 segundos.

Onde nasce?
O sangue sai do coração, mas não é produzido lá. Ele é fabricado na medula óssea, parte de dentro do osso, que trabalha o tempo todo para isso. Uma célula sanguínea vive cerca de quatro meses apenas e precisa ser constantemente renovada. Essa tarefa é feita pelas células-tronco hematopoéticas, as únicas capazes de fabricar as substâncias que compõem o sangue, como hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos), plaquetas, entre outras. E haja trabalho: uma única gota de sangue tem mais de 250 milhões de hemácias, 375 mil leucócitos, 16 milhões de plaquetas, entre outras. Cerca de 2 milhões de células de sangue são produzidas por segundo.
Pode ficar doente
Se durante a produção do sangue, algum dos componentes for modificado, ele pode adoecer. Um dos problemas mais graves que provoca é a leucemia, quando a medula passa a produzir células com câncer, que afetam os glóbulos brancos (responsáveis por proteger contra infecções). É por isso que, em alguns casos, faz-se transplante de medula para que passe a fabricar sangue sem as células com câncer.
A doença mais comum do sangue é anemia, quando há falta de glóbulos vermelhos porque a medula não produz quantidade de hemoglobina suficiente. Isso faz com que lábios, palmas das mãos e parte interna do olho fiquem mais claros.
Doar não faz falta
Quem perde muito sangue em acidente ou cirurgia ou ainda faz tratamento para leucemia, por exemplo, precisa repor os componentes que perdeu. Para isso, tem de receber transfusão de sangue de doador. A doação não faz falta para quem doa, porque a quantidade é pequena (pouco menos de meio litro) e o organismo não para de produzi-lo. Pode doar quem tem entre 18 e 65 anos (a partir de 16 pode doar com autorização dos pais), esteja saudável e pese, no mínimo, 50 kg. É só ir a um hemocentro ou banco de sangue.
Após ser coletado, o sangue é testado para saber se pode ser usado sem apresentar risco ao receptor. O problema é que menos de 2% da população doa; por isso é tão importante ser doador. Se estiver ok, é separado por componentes e guardado na geladeira.

Fonte: DGABC

sábado, 10 de setembro de 2011

Tratamento contra AVC com células-tronco tem resultados positivos


Células-tronco auxiliam o organismo a reparar o tecido cerebral danificado

Os primeiros testes clínicos realizados com células-tronco em pacientes que sofreram derrames não apresentaram resultados adversos. A primeira experiência foi feita com um grupo de três voluntários. Um idoso foi a primeira pessoa no mundo a receber o tratamento, em 2010. Desde então, a técnica foi testada em outros dois pacientes no Reino Unido.

A partir do resultado positivo, e da autorização oficial do governo, a segunda fase do estudo poderá ser feita em maior escala. A equipe de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Glasgow, na Escócia, acredita que as células-tronco auxiliam o organismo a reparar o tecido cerebral danificado por um derrame.

Testes

A primeira avaliação foi feita a partir da injeção de células-tronco no cérebro de três pacientes que haviam sofrido AVC. Primando pela segurança, as primeiras doses de células injetadas foram de pequeno volume.

Em 2012, o objetivo dos pesquisadores é que um grupo maior de voluntários receba doses progressivamente maiores. Os testes clínicos também vão avaliar a eficiência do tratamento.

Fonte: Clicrbs

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cientistas estudam células de pacientes esquizofrênicos em laboratório



Os pacientes de esquizofrenia podem ter esperanças: uma nova pesquisa vai ajudar os médicos a compreender as causas da doença mental, e avançar na direção da medicina personalizada para o tratamento de doentes.
A esquizofrenia afeta cerca de 1% da população mundial. No estudo, pesquisadores retiraram células da pele de quatro indivíduos com esquizofrenia, e as transformaram em células cerebrais, ou neurônios, para serem cultivadas em laboratório.
Essa é a primeira vez que um transtorno mental complexo foi examinado usando células cerebrais vivas. Os neurônios cultivados em laboratório mostraram poucas conexões entre si, menos do que as conexões encontradas em células cerebrais saudáveis.
Os desafios no estudo de doenças psiquiátricas como a esquizofrenia incluem o acesso limitado às células do cérebro humano, bem como a dificuldade em identificar a influência genética versus ambiente sobre a doença.
Ou seja, ninguém sabe o quanto o ambiente contribui para a doença. Segundo os pesquisadores, crescer neurônios em laboratório ajuda a subtrair o ambiente e começar a se concentrar nos problemas biológicos subjacentes.
A abordagem da pesquisa permite que os cientistas analisem o equivalente aos neurônios do próprio paciente. O método também permite aos pesquisadores testar drogas que funcionem melhor para um determinado paciente, sem que essa pessoa tenha de experimentá-la antes, ou seja, ser uma cobaia.
Quatro pacientes com esquizofrenia e histórico hereditário da doença participaram do estudo. Os cientistas programaram células da sua pele para se tornarem células-tronco indiferenciadas e não especializadas, chamadas células-tronco pluripotentes induzidas. Dessa forma, evitaram remover neurônios dos participantes.
A célula-tronco pluripotente é uma espécie de “lousa em branco”. Segundo os pesquisadores, durante o desenvolvimento, tais células-tronco se diferenciam em muitos tipos de células especializadas, como células musculares, células cerebrais ou células sanguíneas.
A equipe “induziu” as células-tronco a se tornarem células cerebrais, e comparou esses neurônios com os criados a partir de células-tronco pluripotentes induzidas de indivíduos saudáveis.
Os pesquisadores descobriram nos neurônios um vírus da raiva, modificado, que é conhecido por percorrer as conexões entre células cerebrais. Este marcador demonstrou que os neurônios esquizofrênicos se ligam menos frequentemente uns aos outros, e tem poucas projeções de crescimento fora de seus corpos celulares.
A análise genética também mostrou quase 600 genes cuja atividade não estava em boas condições nestes neurônios. 25% desses genes já haviam sido ligados a esquizofrenia em pesquisas anteriores.
A equipe testou a capacidade de cinco drogas antipsicóticas (clozapina, loxapina, olanzapina, risperidona e tioridazina) de melhorar a conectividade neuronal nas células cerebrais dos pacientes com esquizofrenia. Somente a loxapina aumentou significativamente as conexões cerebrais de todos os pacientes esquizofrênicos.
A principal conclusão do estudo é que os resultados podem ajudar a combater o estigma social muitas vezes associados aos transtornos mentais. Algumas pessoas acreditam que os indivíduos doentes podem superar seus problemas mentais se se esforçarem, mas a pesquisa mostrou que existem disfunções biológicas reais nos neurônios dos afetados, independentes do ambiente

Zoo de células-tronco pode salvar espécies ameaçadas de extinção



PARIS — Cientistas americanos informaram ter produzido as primeiras células-tronco de espécies ameaçadas, um avanço que pode salvar dezenas de animais à beira da extinção.

"A melhor forma de lidar com a extinção é preservar espécies e habitats, mas nem sempre isto funciona", explicou, em um comunicado, Oliver Ryder, diretor de genética do Zoológico de San Diego e um dos chefes da pesquisa.
"A tecnologia de células-tronco dá algum nível de esperança de que (as espécies) não precisarão se extinguir, mesmo que tenham sido completamente eliminadas de seu habitat", acrescentou.
Este é o caso do rinoceronte branco do norte, um dos dois primeiros animais incluídos no "zoo de células-tronco" de Ryder.
A espécie conta com apenas sete espécimes vivos, todos mantidos em cativeiro, dois deles em San Diego.
Os cientistas também isolaram células-tronco de um primata criticamente ameaçado, denominado dril, considerado geneticamente um primo próximo dos humanos.
Em cativeiro, os dris costumam sofrer de diabetes, doença que os cientistas tentam tratar em humanos com terapias de células-tronco.
A equipe de Ryder coletou células da pele e outras amostras de tecido de mais de 800 espécies - armazenadas em um "zoo congelado" - em 2006.
Foi quando ele fez contato com Jeanne Loring, professora do Instituto de Pesquisas Scripps, em La Jolla, perto de San Diego, e outra chefe da pesquisa. Ele queria saber a possibilidade de usar o banco para gerar e armazenar células-tronco.
Na época, cientistas que buscavam usar células-tronco para tratar doenças humanas ainda não tinham descoberto uma técnica confiável para transformar células adultas normais em células-tronco que pudessem dar origem a quase todos os tipos de tecidos e células do corpo.
Hoje, no entanto, este processo - chamado pluripotência induzida - é frequentemente alcançado ao se inserir certos genes em células normais.
A princípio, Ryder e Loring tentaram usar genes de animais com parentesco próximo às espécies-alvo, de forma a provocar a transformação, mas os experimentos fracassaram.
Por tentativa e erro, no entanto, eles descobriram para seu espanto que os mesmos genes que induzem a pluripotência em humanos também funcionavam no dril e no rinoceronte.
Segundo o estudo, publicado na edição dominical da revista Nature Methods, o processo revelou-se ineficaz, uma vez que gerou apenas poucas células-tronco por vez. Mas foi suficiente para dar início ao "zoo de células-tronco".
Talvez o maior potencial em ajudar espécies ameaçadas - além do tratamento de doenças - sejam novas estratégias reprodutivas.
Se células-tronco adultas podem dar origem a espermatozóides ou óvulos, por exemplo, os cientistas poderiam, então, usar células da pele congeladas de animais mortos no "Zoo Congelado" para produzir gametas masculino e feminino e dar origem a uma nova vida.
As células-tronco induzidas poderiam ser combinadas com os óvulos de animais vivos através de fertilização in vitro.
Outra alternativa seria que tanto os óvulos quanto os espermatozóides poderiam ser gerados de células-tronco e os embriões resultantes poderiam ser implantados em animais hospedeiros, um processo que os cientistas dizem ser muito mais confiável do que as técnicas de clonagem.
"Eu acho que o trabalho será muito mais fácil, do ponto de vista ético, com espécies ameaçadas do que com humanos", afirmou Loring em um comunicado.
"Suspeito que algumas pessoas que trabalham nesta área adorariam fazer experimentos com nossas células", acrescentou.
Tais técnicas também ajudariam a impulsionar a diversidade genética, ao incrementar o pequeno número de indivíduos vivos de uma espécie reduzida, explicou.
Mesmo que os rinocerontes brancos do norte se reproduzam - o que não acontece há anos - a pequena piscina genética pode, facilmente, gerar animais não saudáveis.
Fonte: AFP

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Franceses produzem glóbulos vermelhos a partir de células-tronco


Pesquisa mostra que no futuro quem precisar de transfusão de sangue poderá ser seu próprio doador.
AFP/JODY AMIET

Luiza Duarte


Pesquisadores franceses conseguiram fabricar glóbulos vermelhos a partir de células-tronco. Uma primeira transfusão desses glóbulos vermelhos fabricados em laboratório foi feita em seres humanos, mostrando que além deles terem o mesmo desempenho de glóbulos naturais, podem também sobreviver no organismo.O estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica americana Blood e dirigido pelo doutor Luc Douay, do hospital Saint-Antoine, da Universidade Pierre et Marie Curie, em Paris, deixa a esperança de que um dia os pacientes que necessitam de transfusão sanguínea poderão ser seus próprios doadores, através de suas células-tronco.

A pesquisa pioneira para se obter sangue artificial pode representar uma alternativa para a crescente necessidade de doações de sangue no mundo e para suprir a carência de doadores, além de reduzir o risco de infecções.

No corpo humano circulam entre 5 e 6 litros de sangue. Os glóbulos vermelhos são os responsáveis por transportar o oxigênio dos pulmões para os tecidos. Mas, segundo a equipe, mesmo se os pacientes poderão contar com os glóbulos artificiais é preciso avanços tecnológicos para possibilitar sua produção em grande escala. Para isso, uma possibilidade seria utilizar células de sangue do cordão umbilical que se proliferam mais rapidamente do que células-tronco adultas.

Fonte: RFI

domingo, 28 de agosto de 2011

Células-tronco Mito ou Realidade???


Apesar da notoriedade que o assunto vem ganhando e dos avanços nas pesquisas, o tabu em torno do tema Células-tronco ainda é muito grande.

Com frequência lemos matérias onde apesar da ciência comprovar que o uso de células-tronco é capaz de trazer progressos e até mesmo a cura em determinadas doenças, lemos com a mesma frequência os cientistas alertarem para o fato de que não se têm resultados comprovados, até o momento, dos benefícios que o tratamento com células-tronco possa trazer aos pacientes.

Nada melhor para nos certificarmos se de fato o tratamento é ou não eficaz lermos os depoimentos dos papais que já submeteram os filhos ao tratamento.

Há cerca de 3 anos temos visto casos de crianças que foram para outros países, em busca do tratamento com células-tronco, (blogs relacionados ao lado) e apesar de nem todos estarem atualizados, fato esse que inclusive lamento muito, pois essa é a grande chance das pessoas contribuírem com as pesquisas, dando os seus testemunhos reais, alguns papais deram os seus depoimentos e estão disponíveis no site "Amor Supera Deficiências".



É uma leitura agradável e de fácil entendimento...vale a pena conferir!

Células-Tronco eu Ainda quero Acreditar!!! 


Link Relacionado:

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Câncer de Gianecchini é raro e agressivo. Ele pode ser submetido a uma cirurgia que utiliza as células-tronco do próprio paciente.



Câncer de Gianecchini é raro e agressivo


Ator inicia quimioterapia nesta quinta-feira (18) para tratar linfoma do tipo T


Do R7



Reynaldo Gianecchini inicia nesta quinta-feira, 18/08/2011, a quimioterapia para tratar o câncer linfático.


O ator tem um linfoma não Hodkin do tipo T, considerado mais raro e mais agressivo.

O linfoma pode ser do tipo B ou T. Dos pacientes que apresentam a doença, 85% é do tipo B e apenas 15% iguais ao do ator.

Giane está internado no hospital Sírio-Libânes, em São Paulo, e está acompanhado da mãe, Heloísa.

Não é possível fazer previsão de alta e dependendo da resposta do ator ao tratamento, ele pode ser submetido a uma cirurgia que utiliza as células-tronco do próprio paciente.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Globo Universidade - Células-Tronco




13/08/2011

Lizandra Trindade visita o Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias na Universidade Federal do Rio de Janeiro.


domingo, 14 de agosto de 2011

USP testa células-tronco para tratar diabete


Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto começaram a testar uma combinação de células-tronco extraídas da medula óssea com três quimioterápicos para tratamento de pacientes com diabete tipo 1. 

O trabalho está sendo realizado em parceria com cientistas da Universidade Northwestern, em Illinois (EUA), e deve atender 30 pacientes - 10 no Brasil, 10 nos Estados Unidos e 10 no Hospital Saint-Louis, em Paris, na França. 

O protocolo da pesquisa permite a participação de voluntários a partir de 12 anos, que tenham apresentado os primeiros sintomas da doença há no máximo três meses. 

A diabete tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células produtoras de insulina, o que afeta a capacidade de metabolizar o açúcar. Essa forma da doença é mais comum em crianças e adolescentes. Se não for controlada, a doença pode afetar os rins, os olhos, a circulação e o coração. 

No tratamento, células-tronco da medula óssea são extraídas por meio de uma máquina capaz de separar os componentes do sangue e congeladas. Em seguida, o paciente passa por um tratamento com altas doses de quimioterápicos, para reduzir seu sistema imunológico. As células-tronco são então reinjetadas, como numa transfusão de sangue. Elas entram na corrente sanguínea e se encaminham para a medula óssea. 

"A ideia é que, após o procedimento, o sistema imunológico do paciente se altere e ele não ataque mais o pâncreas", explica Júlio Voltarelli, coordenador da Divisão de Imunologia Clínica e da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. 

"A gente ainda não fala em cura da diabete, mas em remissão, em uma melhora da doença. E estamos tentando fazer isso pela neutralização do sistema imunológico", explica. 

Por reduzir temporariamente as defesas do organismo, o tratamento deixa o paciente mais sujeito a infecções, por exemplo. "Acreditamos que esse efeito colateral não é tão grave. Os pacientes ficam vulneráveis a infecções por um tempo curto, pouco mais de uma semana", diz o médico. 

"O diabete, principalmente em crianças, é terrível. Ela cresce dependente de insulina e ao final poderá ter complicações cardíacas, neurológicas, vasculares e impotência." 

Dificuldade. A equipe de Voltarelli realizou outra pesquisa para tratar diabete tipo 1 há oito anos. O método também utilizou uma associação de células-tronco com quimioterápicos. 

Dos 25 pacientes que foram submetidos ao tratamento, nenhum teve complicações sérias - 2 tiveram algum tipo de infecção, que foi tratada sem maiores complicações. 

Todos deixaram temporariamente de usar insulina, mas a maioria precisou retomar as injeções do hormônio. Passados oito anos, apenas seis continuam sem aplicar as injeções. 

"Estamos mudando o esquema de tratamento para tentar reduzir o número de pacientes que volta a usar insulina", afirmou Voltarelli. A diferença na pesquisa atual é a mudança nos medicamentos usados. 

Atualmente, vários centros de pesquisa no mundo estudam uma forma de tratar o diabete tipo 1 utilizando células-tronco. Há também pesquisas sendo feitas em Harvard e na Universidade Stanford, ambas nos Estados Unidos.


Fonte: Bonde

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ajudem a realizar o sonho do Gabriel


Gabriel Schanuel Bastos, filho de Marcia Schanuel Bastos e Silvio Bastos da Silva Junior. 

Nascido em 1999 teve complicações no parto devido a falta de oxigênio e por consequência Paralisia Cerebral. Os pais vem lutando para melhorar a qualidade de vida dele com diversos tratamentos como fisioterapia, fonoaudiologia, equoterapia, entre outros.

Em agosto de 2010 descobriram um novo tratamento com o uso de células-tronco na China. Levaram ele e ficaram 45 dias. Foram feitas 9 aplicações de células-tronco. Não é um tratamento milagroso, consiste em fazer com que as células implantadas despertem as áreas lesadas. Hoje já é possivel perceber uma grande melhora, pois ele ja consegue realizar tarefas como abrir as mãos e pegar um brinquedo. Ganhou massa muscular e consegue emitir sons. O Gabriel é muito alegre e expressa sua vontade própria em realizar uma nova etapa deste tratamento.

É preciso leva-lo em setembro de 2011, porque as células agem no organismo por volta de 1 ano. Quanto mais rápido o tratamento melhor será o resultado. Para o tratamento e custos da viagem é preciso de R$ 110.000,00. Ainda falta uma grande parte deste dinheiro e o tempo está se esgotando. 

Faça sua doação pela conta poupança abaixo ou através de cartão de crédito via Pag Seguro, direto no site do Gabriel. 


Se você não pode ajudar financeiramente, ajude divulgando este site para outras pessoas. O Gabriel precisa muito e todo este dinheiro será exclusivamente utilizado para seu tratamento. 

Seus pais ficam a disposição para tirar qualquer dúvida pelo e-mail marciasbastos@hotmail.com, pelos telefones abaixo ou aos sábados no calçadão do CENIP - Centro de Petrópolis/RJ.

Se possível faça um depósito na conta poupança do Gabriel. 


Links Relacionados:


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Células-tronco são "ajustadas" para transplante em paciente com câncer no sangue

Pesquisa da Universidade do Texas comprova que células estaminais podem ser reguladas para evitar rejeição imunológica

Foto: UT Southwestern Medical Center

Chengcheng Zhang (à dir.) e Junke Zheng, demonstram que em ratos as células tronco adultas do sangue podem ser reguladas para evitar rejeição de transplantes

Pesquisa desenvolvida no Southwestern Medical Center da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, pode trazer novas estratégias para transplantes de células-tronco em pacientes com câncer do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma.

O estudo, publicado essa semana na Cell Stem Cell, mostrou pela primeira vez que células-tronco podem ser reguladas para superar uma resposta imunológica que leva à rejeição do transplante. A pesquisa também abre caminho para novos estudos de imunologia de células-tronco, de acordo com o professor assistente de fisiologia e biologia do desenvolvimento, Chengcheng "Alec" Zhang, da UT Southwestern e autor do estudo. "Suspeitamos que exista um mecanismo para regular inibidores imunológicos em diferentes tipos de células-tronco", disse.

Os pesquisadores desenvolveram uma cultura que apoiou com sucesso as células-tronco do sangue de humanos e de ratos. Com isso descobriram que elas expressam inibidores imunológicos na superfície, que as protegem do ataque do sistema imunológico. Usando o aumento do número de células-tronco, os cientistas foram capazes de superar a barreira de proteína que alerta o sistema imunológico sobre um corpo estranho e recolocaram células saudáveis nos roedores por meio de transplante.

"Revelamos que a expansão das células-tronco adultas do sangue a partir da cultura e o aumento na expressão da superfície celular de uma molécula imune são as chaves para que isso aconteça", disse Dr. Zhang. Leia a matéria original (em inglês) no site da University of Texas Southwestern Medical Center at Dallas.

Fonte: ISaúde

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cientistas fazem esperma a partir de células-tronco embrionárias


Cientistas japoneses conseguiram criar uma linhagem de descendentes férteis de camundongos a partir de esperma criado em laboratório. O material, feito a partir de células-tronco embrionárias de camundongos, foi diferenciado primeiramente nas chamadas células germinativas primordiais (CGP), que dão origem aos espermatozóides e óvulos.

“Para nós o aspecto mais importante deste estudo é que agora conseguimos gerar uma quantidade abundante de CGPs. É importante também o fato de que as células germinativas primordiais que geramos em laboratório deram origem a esperma capaz de gerar descendentes”, explicou ao iG Mitinoru Saitou, da Univesidade de Kyoto, no Japão, e que liderou a pesquisa publicada hoje (4) no periódico científico Cell.

Para verificar que o esperma era sadio, a equipe de pesquisadores precisou fazer uma série de testes. Primeiro, eles transplantaram o CGPs em camundongos estéreis, que não conseguiam produzir esperma. Como resultado, os animais passaram a produzir esperma capaz de gerar descendentes. Em seguida, óvulos de camundongos foram fertilizados com o esperma e o embrião resultante foi então implantado em uma fêmea. Semanas depois, ela deu a luz a descendentes machos e fêmeas que se tornaram adultos férteis.

“As CGPs in vivo [ao natural] existem em número muito pequeno e são muito difíceis de estudar. Agora que conseguimos gerá-las em abundância podemos analisar o mecanismo de formação de uma célula germinativa em muito mais detalhe do que anteriormente. Isto, por sua  vez, pode levar a uma melhor identificação das causas da infertilidade”, afirmou Saitou.

Óvulos de laboratório

O próximo passo do trabalho será tentar fazer o processo similar para óvulos. A equipe quer criar os óvulos em laboratório e fertilizá-los com os espermatozóides cvriados a partir da CGPs para gerar descendentes férteis.

Saitou acredita que ainda vai demorar alguns anos para que a mesma técnica possa ser utilizada em humanos. “É possível que a técnica seja usada em humanos, mas a aplicação dela envolve muito mais trabalho, tempo e um debate ético”, afirmou.

Fonte: IG 


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nesse Dia dos Pais dê um presente diferente!


FELIZ DIA DOS PAIS

Nesse dia dos pais dê um presente diferente, entre nos Blogs relacionados ao lado e conheça o drama de cada uma dessas crianças que estão em busca de uma qualidade de vida melhor, em busca do tratamento com células-tronco.

O maior presente que qualquer um desses papais possa receber nesse dia é ver o sonho se tornando realidade...que eles possam ir em busca da esperança de uma melhor qualidade de vida para os seus pequenos filhos.

Veja a história que mais lhe tocar o coração, entre em contato com eles...conheça a criança e sua família e se possível faça uma doação, direto na conta e em nome das crianças em campanha.

Ajude esses papais terem um dia dos pais mais feliz!

Feliz Dia dos pais a todos os papais.

Pais de Djair Júnior festejam sucesso de tratamento com células-tronco


Nascido prematuro, o menino contraiu uma infecção hospitalar durante o período de internamento, o que comprometeu seu desenvolvimento.

Os pais do menino pernambucano Djair Júnior, 4 anos, comemoram os resultados iniciais do tratamento a que o filho está sendo submetido. Nascido prematuro, o menino contraiu uma infecção hospitalar durante o período de internamento, o que comprometeu seu desenvolvimento. Em abril, eles conseguiram ir para a China, para que ele fosse tratado com células-tronco.

Agora, Djair está com o sorriso estampado no rosto, porque já consegue ficar sentado para assistir tv e até coloca os pés no chão. “Ele já vem segurando a cabecinha com mais firmeza, antes ele era um mamulengo, mole, mole. Isso vai ajudar o controle da cervical, para que com a fisioterapia e a reabilitação, ele tenha o aprendizado para poder engatinhar, começar a sentar e chegar onde a gente espera, que é um dia ver Júnior andando”, diz a mãe, Rita de Cássia Teodósio, esperançosa.

O custo do tratamento, passagens, passaportes, hospedagem e demais despesas, foi de R$ 170 mil, conseguidos graças à colaboração de amigos de Rondônia, onde moravam, e de pessoas aqui de Pernambuco. Hoje, a família tem um gasto mensal de R$ 700 com o tratamento do menino.

Nem tudo foi resolvido: médicos chineses alegaram que Djair Júnior sofreria de cegueira. Em novos exames feitos na volta ao Brasil, a suspeita dos médicos estrangeiros não foi confirmada. “Uma médica especialista falou que realmente eles estavam enganados. Cego ele não é, mas tem um grau forte de astigmatismo, que deixa a lente ocular distorcida. O uso dos óculos poderá ajudar, como também, daqui a um tempo, a possibilidade de fazer uma cirurgia na vista”, explica a mãe.

Fonte: Pe360graus